‘Super El Niño’ de 2026 pode estar entre os mais intensos já registrados

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Águas barrentas invadem estrada rural, prenunciando extremos do Super El Niño (Foto: Instagram)

A MetSul divulgou que o El Niño projetado para o segundo semestre de 2026 e início de 2027 pode atingir intensidade “muito forte”, sendo classificado como um “Super El Niño” e possivelmente figurando entre os mais intensos desde 1850, quando começaram os registros modernos. As projeções apontam um fortalecimento em ritmo excepcional, levando os cientistas a revisar para cima a intensidade máxima esperada.

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De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), existe elevada probabilidade de que, entre a primavera e o início do verão de 2026, as águas superficiais do Pacífico Equatorial apresentem anomalias acima de 2°C, reforçando o caráter extremo do fenômeno. A consolidação das previsões em agosto reforça o cenário de altos desvios térmicos para os próximos meses.

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Um relatório conjunto do Inpe e de outros órgãos federais confirmou, em junho de 2026, a formação oficial do El Niño, apontando 100% de probabilidade de sua manutenção até o início de 2027. Segundo o documento, essas condições térmicas atípicas tendem a alterar o balanço energético global e podem provocar efeitos climáticos de grande impacto.

O mesmo relatório alerta para o aumento dos riscos de ondas de calor e da incidência de incêndios florestais no segundo semestre de 2026, em função das temperaturas acima da média. Especialistas ressaltam que tais eventos extremos demandam planejamento preventivo e monitoramento frequente de áreas vulneráveis.

Para o período de agosto a outubro de 2026, as projeções indicam chuvas acima da média em boa parte da Região Sul do Brasil e precipitações abaixo do habitual no Centro-Norte, o que pode influenciar diretamente o desenvolvimento agrícola e a gestão de recursos hídricos nessas áreas.

O meteorologista Cesar Soares ressalta que só a observação efetiva das temperaturas durante o El Niño permitirá confirmar se ele de fato bateu recordes históricos. “Até agora, estamos trabalhando com projeções baseadas em modelos de previsão”, explicou, destacando a necessidade de dados concretos para validar as estimativas.

Segundo Soares, a combinação de fortes correntes quentes no Pacífico Equatorial e o padrão atmosférico associado intensifica a chance de que o episódio de 2026 figure entre os mais vigorosos já documentados. O El Niño é um fenômeno natural marcado pelo aquecimento das águas do Pacífico e capaz de alterar ventos, chuvas e temperaturas globalmente; o oposto, a La Niña, ocorre quando essas águas se resfriam, igualmente gerando impactos climáticos importantes.