
Motorista de candidato reafirma abordagem policial, mas imagens divergem (Foto: Instagram)
Em depoimento nesta segunda-feira (17), o motorista do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reiterou que policiais militares bloquearam seu carro em frente a um hotel na Vila Mariana, apontaram lanternas para o interior do veículo e ordenaram que ele se afastasse. No entanto, investigadores afirmam que os horários apresentados por Alessandro Caseri não coincidem com as imagens captadas pelas câmeras de segurança da região.
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Segundo o relato de Caseri, a ação policial teria ocorrido na noite de 11 de setembro, depois que ele deixou Haddad em casa. No dia seguinte, o candidato classificou como “abordagem fora do padrão” a perseguição supostamente feita por PMs, e afirmou que o motorista foi seguido por uma viatura da corporação. A Secretaria de Segurança Pública contestou, alegando que as imagens não corroboram essa versão.
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Conforme apuração do Estadão, uma câmera registrou uma viatura da PM passando pelo local enquanto Haddad entrava em sua residência. Outra filmagem, em frente ao hotel na rua Joinville, mostra Caseri estacionando e permanecendo no local por cerca de 20 minutos, momento em que um veículo da PM emparelha e desacelera antes de sair de cena.
No depoimento, o motorista afirmou que escolheu aquele ponto por considerá-lo seguro. Ele relatou que, antes da parada em frente ao hotel, policiais já teriam apontado lanternas para dentro de seu carro em duas ocasiões, num intervalo de poucos minutos. Ao ser abordado, ouviu um PM dizer “olha o carro”, seguido de ordens para “vazar”.
Segundo Caseri, o registro da câmera indica que o carro deixou o local às 22h26, conforme o selo de horário do equipamento. Logo depois, às 22h41, ele enviou mensagem a um assessor de Haddad relatando a sensação de estar sendo monitorado: “Não quero deixar vocês preocupados e nem quero esticar esse assunto até o chefe, mas fui seguido por uma viatura da PM”.
Em depoimento, o motorista disse ter deixado a região por volta de 23h09, ponto que gera conflito com outras gravações. Câmeras localizadas na Avenida 23 de Maio e na Radial Leste registraram o veículo de Caseri às 22h34, segundo a investigação, o que contraria sua versão.
Caseri afirmou, ainda, que não pretende acusar formalmente os policiais militares de abuso de autoridade e optou por não registrar boletim de ocorrência. Ele declarou que irá apresentar o print das conversas com o assessor de Haddad e solicitou à polícia a verificação de outra câmera, instalada na Rua Victor Brecheret, que, segundo ele, também teria captado a abordagem.
No domingo (16), o governador Tarcísio de Freitas declarou que as imagens “não mostram nada” e classificou o episódio como falsa comunicação. Até o momento, a investigação segue analisando as divergências entre o depoimento do motorista e o material obtido pelas câmeras de segurança.






