
Logotipo do Banco do Brasil fixado na fachada do Edifício Banco do Brasil, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, possível local de estação da futura Linha 20-Rosa do Metrô SP. (Foto: Instagram)
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô SP) projeta um acréscimo de R$ 1,2 bilhão no orçamento e um atraso de dois anos no cronograma caso o traçado da futura Linha 20-Rosa, que ligará o ABC paulista à zona oeste da capital, inclua cinco estações ao longo da Avenida Brigadeiro Faria Lima.
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O ramal, atualmente orçado em R$ 24,9 bilhões e previsto para ficar pronto até 2033, terá 24 estações. Em estudo inicial, o Metrô havia planejado cinco paradas na Faria Lima, mas depois descartou três delas em favor de um trajeto mais central pelos bairros dos Jardins e de Pinheiros.
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Segundo o Metrô, a opção com todas as cinco estações na avenida elevaria o custo total para R$ 26,1 bilhões, com demanda estimada de 1,291 milhão de passageiros por dia útil. Já a versão oficial, com apenas duas paradas na Faria Lima, manteria o orçamento em R$ 24,9 bilhões e atenderia 1,266 milhão de usuários diariamente.
O estudo destaca que a economia de 3% se traduz em um custo por passageiro de R$ 19.660 na proposta atual, contra R$ 20.220 no modelo com cinco estações. “Não podemos esquecer que uma linha está sempre inserida numa rede. Ela não é isolada no mundo”, afirma Luiz Antônio Cortez Ferreira, gerente de Planejamento do Metrô, responsável pelos levantamentos do traçado.
A decisão também considerou a capacidade de integração com a Linha 4-Amarela e a futura Linha 22-Marrom. Hoje, a linha 4 opera no limite de lotação nos trechos de Butantã e Pinheiros, e qualquer nova ramificação na Faria Lima exigiria expansão de frota e pátio, além de obras adicionais, o que pressionaria custos e prazos.
Por isso, o Metrô optou por concentrar a baldeação da 22-Marrom com a 4-Amarela na Estação Faria Lima e remanejar a conexão da 20-Rosa para a Estação Fradique Coutinho. Essa escolha gerou protestos de moradores e de associações de bairro, que questionam a capacidade da estação de suportar o fluxo extra e apontam falta de infraestrutura adequada.
Além das questões operacionais, o estudo apontou diferenças de perfil urbano: o trecho entre Rebouças e Tucumã, onde ficam o Shopping Iguatemi e o Esporte Clube Pinheiros, apresenta baixa densidade de empregos (135 por hectare) e uso exclusivamente residencial de alto padrão. Já a região entre Cidade Jardim e Hélio Pellegrino soma 365 empregos por hectare, concentrando o núcleo de trabalho do Itaim Bibi.
Associações como a AME Jardins afirmam que o traçado atual desconsidera o perímetro tombado do bairro e acionaram o Ministério Público de São Paulo, embora não haja inquérito aberto. Em resposta, o Metrô SP destaca que todos os estudos técnicos — abrangendo demanda, integração, viabilidade construtiva, riscos geológicos, impactos urbanos e ambientais, desapropriações e custos — foram disponibilizados em consultas públicas e estão incluídos no orçamento da obra.






