Se você tem a sensação de que os mosquitos perseguem você enquanto ignoram quem está ao lado, saiba que isso não é apenas impressão. Cientistas afirmam que algumas pessoas realmente são mais atraentes para esses insetos, mas a explicação está longe do famoso mito do “sangue doce”. O que determina essa preferência é uma combinação complexa de odores corporais, calor e até a forma como cada organismo funciona.
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As fêmeas dos mosquitos, responsáveis pelas picadas, conseguem detectar o dióxido de carbono liberado pela respiração a dezenas de metros de distância. Quando se aproximam, entram em cena outros fatores, como o cheiro da pele e compostos produzidos pela microbiota que vive naturalmente no corpo humano. Estudos indicam que cada pessoa libera centenas de substâncias químicas diferentes, criando uma espécie de “assinatura” que pode torná-la irresistível para os insetos.
Pesquisas também derrubaram algumas crenças populares. Especialistas afirmam que não há evidências científicas sólidas de que tipo sanguíneo, cor da pele, dos olhos ou dos cabelos expliquem quem será mais picado. Por outro lado, fatores como gravidez e até o consumo de bebidas alcoólicas podem aumentar a atração dos mosquitos, já que alteram a temperatura corporal, a quantidade de dióxido de carbono exalada e os odores liberados pela pele.
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Com doenças como dengue, zika e chikungunya preocupando cada vez mais autoridades de saúde, entender o comportamento desses insetos virou prioridade para pesquisadores. Enquanto novas descobertas não resultam em formas mais eficazes de controle, especialistas reforçam medidas simples de proteção, como o uso de repelentes, roupas compridas e folgadas, mosquiteiros e moderação no consumo de álcool.

