Passar horas seguidas no celular enquanto tarefas importantes ficam para depois pode parecer apenas um costume dos tempos atuais, mas especialistas em psicologia apontam que o comportamento pode indicar algo mais profundo. Segundo análises da área, muitas pessoas recorrem ao smartphone como uma forma de escapar de emoções desconfortáveis, como ansiedade, estresse, frustração ou até mesmo o simples tédio do dia a dia.
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Os estudiosos explicam que o excesso de tempo nas redes sociais e em vídeos curtos pode criar um ciclo difícil de interromper. Isso acontece porque o cérebro se acostuma com recompensas rápidas e estímulos constantes, reduzindo o interesse por atividades que exigem concentração, esforço e planejamento. Como consequência, a produtividade tende a cair e a procrastinação ganha espaço na rotina.
Outro ponto destacado pelos especialistas é que adiar compromissos importantes por causa do celular pode estar relacionado ao medo de falhar, insegurança pessoal ou dificuldade para lidar com determinadas responsabilidades. Em alguns casos, o aparelho acaba funcionando como uma válvula de escape para evitar situações que geram desconforto emocional.
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Apesar do alerta, os psicólogos ressaltam que o problema não está no celular em si, mas na maneira como ele é utilizado. Quando o uso passa a substituir atividades essenciais da vida cotidiana, relacionamentos, estudos ou trabalho, o hábito pode servir como um sinal de que algo precisa de mais atenção e equilíbrio.

