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Perito expõe detalhes chocantes sobre morte de Henry Borel

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Força externa e hemorragia interna: perito detalha causas da morte de Henry Borel (Foto: Instagram)

No quinto dia do julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, o médico-legista Luiz Carlos Prestes afirmou no II Tribunal do Júri que a morte de Henry Borel não decorreu de queda da cama nem de procedimentos de reanimação. Em seu depoimento, ele explicou que as lesões apresentadas pelo menino não se enquadravam em acidentes domésticos ou em massagens cardíacas bem executadas, sinalizando que houve forte ação externa. O perito também destacou que a principal causa do óbito foi hemorragia interna provocada pela ruptura do fígado.

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Prestes detalhou que, além das lesões na cabeça e do edema cerebral, havia diversas hemorragias espalhadas pelo corpo da criança. Para o especialista, embora estes sinais tenham agravado o quadro clínico, a ruptura hepática teve papel decisivo na morte. Ele enfatizou que as lesões se deram enquanto Henry ainda estava vivo, o que, segundo ele, desfaz as versões de acidente doméstico e de massagem cardíaca mal aplicada, reforçando a linha de investigação adotada pelo Ministério Público.

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O médico-legista também afastou por completo a hipótese de que a massagem cardíaca, realizada conforme a técnica correta, pudesse gerar os ferimentos constatados. Ele explicou que o procedimento é aplicado em área distinta do fígado e não tem potencial para causar rompimentos internos. Da mesma forma, descartou que uma simples queda da cama provocasse hemorragia de tal magnitude, especialmente porque os sinais indicavam hemorragia ativa durante a vida da criança, fragilizando as alegações da defesa.

Durante o depoimento, Prestes observou que Henry apresentava flacidez muscular e ausência de respostas corporais desde o momento do exame, sugerindo que a criança estava inconsciente. Ao comentar o laudo cadavérico, ele afirmou que uma lesão tão grave no fígado só poderia decorrer de um impacto externo de alta intensidade. “Essa criança sofreu. Além dessas lesões, a morte foi lenta”, declarou o perito, evidenciando a violência do trauma sofrido pelo menino.

Na denúncia, o Ministério Público atribui a Jairinho – Jairo Souza Santos Junior – agressões contra Henry, enquanto Monique Medeiros teria se omitido, sem impedir os atos violentos. A investigação também destacou mensagens encontradas no celular da babá, que indicavam alertas da mãe sobre o comportamento agressivo de seu então companheiro, informações consideradas cruciais para o avanço do processo e para a sustentação de provas contra o casal no tribunal.

Ainda conforme o inquérito, no dia do óbito, Henry foi levado ao hospital sem sinais vitais, conforme relato da equipe médica. A necropsia concluiu que o corpo apresentava ao menos 23 lesões, distribuídas em diferentes partes do corpo, confirmando o quadro de violência antes da morte. Esses dados embasam as acusações e são centrais na fase atual do julgamento, que segue avaliando as circunstâncias e as responsabilidades de Monique e Jairinho pela tragédia.

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