
Marcas de agressão nos braços de idosa de 76 anos em Jaraguá do Sul (Foto: Instagram)
Na noite de quinta-feira (28), um homem de 48 anos foi detido em flagrante em Jaraguá do Sul (SC) acusado de agredir sua mãe, uma idosa de 76 anos com Alzheimer. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem pedidos de socorro na residência. Ao chegar ao local, os agentes flagraram o suspeito ainda no imóvel e procederam com sua prisão imediata, prevendo medidas emergenciais para garantir a segurança da vítima.
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Segundo relato oficial da Polícia Militar de Santa Catarina, as marcas de violência na idosa foram impressionantes: cortes profundos nos braços e ferimentos na região da cabeça. A dificuldade de comunicação, agravada pelo Alzheimer, não impediu que ela conseguisse informar aos policiais parte do que ocorreu. Esse quadro reforçou o caráter grave da ocorrência e motivou a adoção de protocolo especial para vítimas vulneráveis.
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A agressão ocorreu na residência da família, situada no bairro Três Rios do Norte, na zona leste de Jaraguá do Sul. De acordo com a PM, mesmo com a confusão mental típica da doença degenerativa, a idosa conseguiu apontar o autor das agressões. O nome dela foi mantido em sigilo para resguardar sua privacidade, seguindo as normas legais que protegem pessoas em situação de fragilidade.
Logo após o flagrante, os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul foram chamados para prestar os primeiros socorros à idosa. Os profissionais constataram diversos cortes nos braços e contusões na cabeça da vítima. Após estabilizar seu quadro, a equipe realizou o transporte dela até um hospital da cidade, onde passou por exames de imagem e avaliação médica. Até o momento, o estado de saúde dela não foi detalhado pelas autoridades responsáveis.
O filho suspeito, que também reside na casa da mãe, apresentava sinais evidentes de embriaguez quando a Polícia Militar chegou. Diante das evidências de lesão corporal dolosa, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao homem, que permanece detido enquanto responde pelo crime de violência doméstica. A legislação prevê agravantes quando a vítima é pessoa idosa e portadora de alguma deficiência, o que aumenta a pena para o autor das agressões.
O caso foi registrado inicialmente pela Polícia Militar como de alta gravidade, considerando a condição de vulnerabilidade da vítima. Em seguida, o inquérito foi encaminhado à Polícia Civil de Santa Catarina, que deve aprofundar as investigações. Entre os próximos passos estão a coleta de depoimentos de testemunhas, a avaliação de possíveis laudos médicos e a definição de audiência de custódia. Até o momento, não há informações sobre a apresentação de defesa pelo suspeito.

