
MC GG é apontado como uma das quatro vítimas de cemitério clandestino em Heliópolis (Foto: Instagram)
O cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido como Gigante ou MC GG, foi um dos quatro corpos encontrados em um cemitério clandestino em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana localizou os restos humanos em uma área de vegetação pertencente à Sabesp durante patrulhamento de rotina. As autoridades identificaram o local irregular e iniciaram as investigações para apurar as circunstâncias das mortes, assim como possíveis conexões entre as vítimas e uma produtora musical.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
Com 25 anos, Jonas começou a carreira no funk há cerca de três anos e buscava maior visibilidade no mercado musical. Aproximadamente quatro meses antes de ser encontrado, havia acertado a produção de dois videoclipes com a produtora Damassaclan, embora não mantivesse contrato formal. Essa parceria recente está entre os focos da polícia, que investiga se acordos não oficializados ou disputas contratuais teriam motivado retaliações violentas contra o artista.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
Segundo apuração do Metrópoles, o funkeiro teria recebido ameaças de morte após recusar a assinatura de contrato com outra empresa do ramo, o que reforça a hipótese de homicídio por vingança ou execução. A tese de um “tribunal do crime” circula entre os investigadores como possível contexto dos assassinatos. A Damassaclan, além de Gigante, passou a ser alvo das apurações em razão da relação profissional que teria mantido com outras duas vítimas encontradas no mesmo cemitério clandestino.
Entre os demais corpos, estão Werlen Moitinho Vieira, ex-gerente da Damassaclan, e Francisco Rubens Souza Cruz, motorista da produtora. Ambos estavam desaparecidos desde a semana anterior ao descobrimento dos cadáveres. Na segunda-feira (25), os agentes localizaram os primeiros indivíduos; no dia seguinte, retornaram ao local e identificaram o quarto corpo, já em estágio avançado de decomposição. Moradores da região relataram movimentação de veículos e pessoas encapuzadas em horários noturnos, informações que também são cotejadas pelos investigadores.
O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial (Heliópolis), que solicitou apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para conduzir as investigações. Os inquéritos visam confirmar a identidade de todas as vítimas e elucidar o motivo e os responsáveis pelos assassinatos. A polícia aguarda resultados de exames cadavéricos e periciais para avançar nas diligências e identificar eventuais outros envolvidos no suposto esquema de execuções em série.

