
Idoso apoiado em bengala reforça a importância do suporte no controle do colesterol (Foto: Instagram)
A recomendação do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) destaca que, para conter o colesterol em idosos, é indispensável adotar hábitos saudáveis e reformular comportamentos. Além disso, em situações de solidão ou transtornos depressivos, ter o apoio de familiares e amigos se mostra decisivo para manter a adesão às orientações médicas.
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Manter uma alimentação equilibrada e seguir um programa de exercícios regulares ainda é um obstáculo para muitos idosos. Quem mora sozinho ou lida com sintomas de desânimo costuma encontrar dificuldades extras para seguir essas recomendações, o que pode comprometer o controle dos níveis lipídicos no sangue.
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O colesterol é uma substância gordurosa presente no sangue, essencial para a formação de células, produção de hormônios e vitaminas. Entretanto, quando seus valores ficam acima do recomendado, cresce de forma expressiva o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de condições associadas como hipertensão e diabetes. Idade avançada, sobrepeso e inatividade física estão entre os principais fatores que contribuem para essa elevação.
De acordo com o cardiologista Rui Póvoa, do ambulatório de hipertensão do Iamspe, apesar da maioria dos idosos seguir bem a prescrição medicamentosa, alterar rotinas comportamentais é ainda mais desafiador. “As pessoas tendem a conservar hábitos arraigados ao longo da vida, e esse quadro se intensifica com o passar dos anos. Ter uma rede de apoio familiar e de amigos é fundamental para reforçar a importância do uso correto de remédios, da restrição a alimentos gordurosos e da prática regular de exercícios”, afirma.
A solidão e os quadros depressivos também impactam no controle do colesterol. Segundo dados do Iamspe, cerca de 30% dos pacientes acompanhados no ambulatório de hipertensão fazem uso de antidepressivos, o que evidencia a necessidade de suporte psicológico. A falta de estímulo e companhia torna mais difícil o cumprimento das mudanças de estilo de vida recomendadas pelos profissionais de saúde.
Para monitorar os níveis de colesterol, o Iamspe recomenda a realização de exames de sangue pelo menos uma vez ao ano. Indivíduos acima de 40 anos sem histórico familiar de infarto ou AVC devem iniciar a avaliação nesta faixa etária, enquanto aqueles com outros fatores de risco devem antecipar o acompanhamento a partir dos 30 anos. “O colesterol elevado geralmente é assintomático e muitas vezes só é identificado em estágios avançados. Por isso, consultas regulares com um cardiologista e a realização periódica de exames são cruciais”, alerta Rui Póvoa.






