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Historiador russo preso mantinha 29 cadáveres de meninas mumificados como bonecas em apartamento

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Anatoly Moskvin durante audiência em Nizhny Novgorod (Foto: Instagram)

O historiador russo Anatoly Moskvin, de 53 anos, foi detido em 2011 pela polícia de Nizhny Novgorod após a descoberta de 29 cadáveres de meninas em seu quarto. As autoridades, que recebiam denúncias de pichações em lápides de cemitérios da região, constataram que ele violava túmulos para extrair restos mortais e, em seguida, os mumificava em seu próprio apartamento, convivendo diariamente com as crianças falecidas. O caso, considerado um dos mais macabros da Rússia, chocou investigadores e moradores locais.

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Durante as buscas no imóvel de Moskvin, policiais encontraram os corpos espalhados pelos cômodos, em diferentes estágios de mumificação. O historiador havia elaborado um processo caseiro para preservar as carcaças, transformando-as em bonecas em tamanho real. As vítimas tinham idades entre 3 e 12 anos, e os restos mortais ficavam normalmente dispostos em cadeiras, sofás e estantes, envolvidos por trajes e acessórios que ele mesmo selecionava cuidadosamente.

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Além da mumificação, Anatoly aplicava maquiagem nos rostos das meninas, colocava-lhes perucas e as vestia com roupas novas, incluindo botinhas e meias coloridas. Segundo a imprensa local, ele conversava com as “bonecas”, cantava músicas infantis e até comemorava aniversários dentro de casa, celebrando datas como se os corpos estivessem vivos.

Os pais de Moskvin, que dividiam o mesmo apartamento, afirmaram à polícia não ter percebido nada de anormal, acreditando tratar-se de uma coleção de bonecos gigantes mantida pelo filho. Eles relataram surpresa total ao descobrir que, na verdade, o “brinquedo” macabro era formado por cadáveres de crianças.

Ao depor perante o Judiciário, Anatoly Moskvin justificou seu comportamento dizendo que queria “aquecer” as meninas do frio dos cemitérios. Ele afirmou que não conhecia essas famílias e que, em sua visão, os direitos dos pais sobre as filhas terminavam no momento em que elas eram enterradas.

“Vocês abandonaram suas filhas no frio. Eu as trouxe para casa e as aqueci”, declarou o historiador, conforme registrado em reportagem da mídia russa. Ele também esclareceu que, para ele, as crianças se tornaram parte de uma coleção afetiva, e que a prática não tinha objetivo malicioso além de sua busca por companhia.

Moskvin permanece internado em um hospital psiquiátrico em Nizhny Novgorod, depois de ser considerado inimputável por apresentar graves transtornos mentais. Ele passa por avaliações médicas a cada seis meses para determinar se continua sob custódia do Estado ou se poderá receber alta e retornar à sociedade.

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