
Fachada da Penitenciária de Belo Horizonte I durante revista de rotina (Foto: Instagram)
A detenta de identidade não divulgada foi detida ao regressar de uma saída temporária no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O flagrante ocorreu na tarde desta sexta-feira (15), durante a revista de rotina realizada pelas agentes no acesso à unidade. As autoridades encontraram substância entorpecente escondida em um par de chinelos que a mulher trazia consigo, o que levou à sua imediata prisão.
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De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), a detenta já vinha sendo vigiada pelo setor de inteligência da penitenciária. Apesar de o órgão ter confirmado o monitoramento, não houve esclarecimentos públicos sobre as razões que justificaram o acompanhamento prévio. Após o flagrante, a presa foi encaminhada à delegacia local, juntamente com os invólucros de maconha apreendidos, para prestar depoimento e iniciar os procedimentos legais cabíveis.
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No decorrer da inspeção de segurança, as agentes penitenciárias perceberam que a tira de um dos chinelos apresentava aspecto irregular. Ao inspecionarem o calçado, localizaram dois invólucros com substância identificada como maconha. Segundo as autoridades, os pacotes estavam cuidadosamente posicionados na estrutura do calçado, dificultando a visualização durante uma revista superficial. Ainda assim, o método de ocultação foi detectado graças ao rigor dos procedimentos de entrada no presídio.
Em nota oficial, a Sejusp ressaltou que o monitoramento da detenta integrava as ações do setor de inteligência, mas não especificou quais elementos orientaram a vigilância. A pasta limitou-se a informar que o trabalho de rotina envolve o acompanhamento de internos que, por algum indicativo, possam representar risco ao controle de segurança da unidade. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais envolvimentos anteriores da presa com ilícitos no sistema prisional.
Concluído o flagrante, a mulher foi conduzida à delegacia competente junto aos dois embrulhos de maconha. Além das providências criminais, a direção do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar responsabilidades tanto da detenta quanto de eventuais falhas na revista. Posteriormente, a presa deverá prestar esclarecimentos ao Conselho Disciplinar interno, que poderá aplicar sanções adicionais conforme as normas da unidade prisional.
A saída temporária, conhecida popularmente como 'saidinha', é um benefício previsto na Lei de Execução Penal e condicionado à autorização do Poder Judiciário. Atualmente, o benefício permite que presos classificados em regime semiaberto deixem a prisão por até 35 dias ao longo do ano, distribuídos em cinco períodos de sete dias. As datas são selecionadas com base em critérios que favorecem a ressocialização, como datas comemorativas ou situações que fortaleçam os vínculos familiares do detento.

