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Empresário de funerária em Videira é envenenado e esposa é presa com suposto amante

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Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, proprietário de funerária em Videira (SC), vítima de envenenamento em fevereiro (Foto: Instagram)

O empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, proprietários de uma funerária em Videira, no interior de Santa Catarina, foi vítima de envenenamento em fevereiro deste ano. De acordo com a Polícia Civil, a descoberta levou à prisão preventiva de sua esposa e de seu suposto amante. O crime gerou grande repercussão local por envolver assassinato planejado e traição, abalando a comunidade da região.

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Os exames toxicológicos feitos no corpo de Pedro Rodrigues Alves apontaram a presença de substâncias letais, como metanol, soda cáustica e o veneno chumbinho, conhecido por seu alto grau de letalidade. Segundo fontes oficiais, todas as amostras coletadas em laboratório confirmaram a mistura das três substâncias, indicando que o assassinato foi executado de forma sofisticada e premeditada.

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Após a confirmação dos laudos, a Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Videira deu início a um inquérito para apurar as circunstâncias do crime. O delegado Édipo Flamia Hellt, responsável pelas investigações, revelou que os indícios apontam para um planejamento conjunto entre a esposa da vítima e o amante. A extradição de mensagens e depoimentos reforçou a hipótese de que o casal arquitetou o envenenamento a fim de ocultar o verdadeiro motivo por trás do homicídio.

Conforme apurado, os envolvidos tentaram simular um quadro clínico natural, fazendo com que a morte de Pedro Rodrigues Alves fosse atribuída a complicações de saúde. Vizinhos relataram que a vítima vinha apresentando queixas inespecíficas antes do desfecho trágico, o que facilitou a encenação de um falecimento por causas orgânicas, sem levantar suspeitas imediatas.

A investigação também indicou que a motivação era dupla: amorosa e patrimonial. Os agentes da polícia concluíram que a mulher pretendia ficar com o suposto amante após se livrar do marido, além de assegurar a herança deixada pelo empresário. Em um dos desdobramentos, descobriu-se que ela teria subornado um enfermeiro do hospital onde Pedro esteve internado, em troca de informações privilegiadas sobre seu estado de saúde.

Na semana em que os novos indícios vieram à tona, as prisões preventivas da esposa da vítima e do amante foram decretadas. Ambos foram formalmente indiciados por homicídio doloso qualificado, com agravantes de motivo torpe, uso de veneno e emprego de método cruel e insidioso, o que, segundo a Polícia Civil, eliminou qualquer possibilidade de defesa para o empresário.

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