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Com o Novo ‘Desenrola’, já é possível renegociar dívidas?

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Logo do programa Desenrola Brasil 2.0 exibido em smartphone, iniciativa do governo federal para facilitar a renegociação de dívidas. (Foto: Instagram)

O Desenrola Brasil 2.0, novo programa do Governo Federal, entrou em vigor no dia 5 de maio e foi criado para simplificar a regularização de dívidas de quem ganha até cinco salários mínimos. A iniciativa abrange inadimplentes de cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal com atraso entre 90 dias e dois anos, oferecendo descontos de até 90%, juros fixados em 1,99% ao mês e prazo de até quatro anos para quitação dos débitos, além de vigência de 90 dias.
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Podem participar pessoas físicas com renda mensal de até R$ 8,1 mil, estudantes com dívidas do Fies, micro e pequenos empresários, aposentados, pensionistas e agricultores familiares. Para aderir, o interessado deve procurar os canais oficiais dos bancos credenciados, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil e Nubank. Estão incluídas instituições tanto públicas quanto privadas, ampliando o alcance da iniciativa. A negociação ocorre nas plataformas digitais ou em agências, sem cobrança de tarifas adicionais.
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O Desenrola Brasil 2.0 oferece descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor original das dívidas, com juros limitados a 1,99% ao mês. Quem participa pode usar até 20% do saldo do FGTS, respeitando o teto de R$ 1 mil, para abater parte dos débitos. Contas de até R$ 100 não geram mais inclusão no cadastro de inadimplentes, ainda que o compromisso permaneça ativo. Além disso, recursos renegociados ficam bloqueados para apostas online, garantindo que sejam utilizados exclusivamente para quitar débitos antigos.

A edição 2026 do Desenrola tem duração inicial de 90 dias, período em que os bancos cadastrados devem destinar pelo menos 1% dos recursos captados em ações de educação financeira. Também foram ampliadas as condições de adesão para micro e pequenas empresas, produtores rurais e agricultores familiares, com pré-requisitos flexibilizados para que esse público regularize compromissos bancários atrasados.

Para beneficiários do INSS e servidores públicos, o programa revisou o crédito consignado: o limite máximo da margem consignável caiu de 45% para 40% da renda mensal. Por outro lado, o prazo para pagamento aumentou, chegando a 108 meses para aposentados e pensionistas e a 120 meses para servidores. Também foi prevista carência de 90 a 120 dias e redução gradual da margem até 30%, visando maior segurança financeira aos tomadores.

No âmbito do Fies, estudantes com contratos antigos podem obter abatimentos de até 99% no saldo devedor, dependendo do perfil, e parcelar o restante em até 150 vezes. O lançamento ocorre num momento de alto endividamento no país: segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), mais de 80% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, e cerca de 30% estão inadimplentes. O governo federal espera que o Desenrola 2.0 alivie essas cargas e contribua para reorganizar as finanças das famílias.

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