A corrida presidencial de 2026 já começa a mexer com os mercados. Entre grandes gestoras brasileiras, ganhou força a avaliação de que o presidente Lula chega à reta final como favorito para conquistar um novo mandato. Mesmo assim, a reação dos investidores tem sido cautelosa: a estratégia predominante é diminuir a exposição a ativos brasileiros e atravessar os próximos meses com menos risco.
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O movimento ocorre depois de um período em que a alta da Bolsa brasileira foi impulsionada principalmente por investidores estrangeiros. Em julho, o Ibovespa avançou 3,47%, favorecido por bancos e empresas ligadas a commodities, enquanto o índice de small caps recuou. Ao mesmo tempo, fundos de infraestrutura registraram resgates líquidos de R$ 5 bilhões e fundos de crédito privado corporativo perderam R$ 3,1 bilhões, enquanto veículos bancários receberam R$ 18,8 bilhões.
Apesar do consenso sobre o favoritismo de Lula, há divergências importantes entre as gestoras. Legacy, Occam, Tenax e Ibiuna apontam vantagem do atual presidente, enquanto a Mar Asset sustenta uma leitura diferente e projeta derrota de Lula no segundo turno por cerca de 10 pontos. A Verde Asset, por sua vez, evita cravar um vencedor e avalia que a eleição deve se tornar o principal fator de volatilidade dos mercados nos próximos meses.
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Na prática, várias casas reduziram posições de risco no Brasil, adotando estratégias mais táticas e defensivas. A Ibiuna diminuiu parcialmente a exposição à Bolsa brasileira e aumentou a americana, enquanto a Mar concentrou grande parte da carteira no CDI. Ainda assim, algumas gestoras mantêm posições locais: a Occam passou a buscar oportunidades na curva de juros, a Itaú Asset elevou discretamente sua posição comprada em ações brasileiras e o Opportunity manteve exposição seletiva em ações e NTN-Bs.
















