Milhões de trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos já estão de olho no abono salarial do PIS/Pasep 2026, e entender as regras é essencial para não perder o benefício. O pagamento será feito com base no ano de 2024 e pode chegar ao valor de um salário mínimo, dependendo da quantidade de meses trabalhados no período.
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Para receber, é necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024, mesmo que não sejam consecutivos. Além disso, o trabalhador precisa ter recebido, em média, até dois salários mínimos mensais no ano-base e estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Outro ponto importante é que o empregador deve ter informado corretamente os dados no sistema oficial.
O calendário de pagamentos começa em 15 de fevereiro de 2026 e segue até 15 de agosto, conforme o mês de nascimento do trabalhador. Quem nasceu em janeiro recebe primeiro, enquanto os nascidos em novembro e dezembro serão os últimos da fila. O prazo final para saque vai até 30 de dezembro de 2026, e quem perder essa data pode ficar sem o valor.
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Outra mudança importante é que, a partir de 2026, o teto de renda do benefício começará a ser corrigido pela inflação dentro de uma regra de transição aprovada pelo Congresso. A proposta prevê que, até 2035, o abono fique restrito a quem recebe até 1,5 salário mínimo, reduzindo gradualmente o número de beneficiários.

