A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro se pronunciou na tarde desta quinta-feira (13/8) após receber críticas de Luiz Mantovani, advogado de Stênio Garcia, no contexto da disputa judicial do ator contra suas duas filhas. Mantovani associou decisões da entidade ao caso, destacando que a advogada de Cássia e Gaya Piovesan também faz parte da diretoria da OAB.
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Em uma declaração, Mantovani afirmou que a defesa das filhas do ator “chamou um idoso de 94 anos de bandido” e que “lança dúvidas sobre a sanidade mental do ator, tentando desumanizá-lo”.
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Mantovani criticou a OAB-RJ, dizendo: “Infelizmente, não nos surpreende, considerando que um dos primeiros atos da atual gestão da OAB/RJ, da qual a advogada faz parte do alto escalão, foi demitir funcionários idosos, que, após muita luta da oposição, conseguiram recuperar suas vidas.”
Após a nota do advogado de Stênio Garcia, a OAB-RJ respondeu. Em comunicado à coluna, a entidade esclareceu que “a reforma administrativa realizada no início da atual gestão teve como objetivo a recuperação financeira da entidade, que fechou as contas com um déficit de R$ 28 milhões em 2024.”
A OAB-RJ ainda afirmou que “houve readequação do quadro de funcionários e do patamar salarial para valores compatíveis com a realidade do mercado, sem qualquer critério pessoal, como idade. A atual gestão também revisou todos os contratos de prestação de serviços. Essas medidas resultaram em um saldo positivo de R$ 32,5 milhões no primeiro trimestre deste ano.”
A OAB-RJ destacou que o processo envolvendo o ator Stênio Garcia é uma disputa patrimonial privada e, portanto, não comentará o caso.
Conforme revelado pela coluna Fábia Oliveira, Stênio Garcia entrou com uma ação judicial contra as filhas e a ex-mulher, a atriz Clarice Piovesan, em outubro de 2025. A disputa é por um apartamento em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ).
Stênio Garcia alega ter direito ao usufruto vitalício do imóvel, que estaria alugado. Cássia e Gaya afirmam que não residem no apartamento há décadas e que ele é ocupado apenas pela mãe delas, Clarice, que teria direito de usufruto. As irmãs negaram ter impedido o pai de usar o local e dizem que ele sempre concordou com a situação.




















