
Irmão de Bárbara desabafa e clama por justiça após assassinato (Foto: Instagram)
O irmão de Bárbara Denise Folha de Oliveira desabafou com emoção sobre o alerta que a família havia feito em relação ao comportamento agressivo do suspeito, ex-companheiro da empresária. Segundo ele, a família já tinha demonstrado preocupação e reforçado que ela considerasse deixar o apartamento e buscar refúgio junto a amigas, mas Bárbara acreditava que nada grave ocorreria. A tragédia, contudo, acabou se consumando em janeiro e deixou todos devastados.
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A empresária foi assassinada pelo ex-companheiro, Manoel Ferro de Melo, dentro do apartamento dela no bairro Samaritá, em São Vicente. A descoberta do corpo ocorreu em 20 de janeiro, quando a mãe de Bárbara, acompanhada do neto de 14 anos, entrou no imóvel e se deparou com a cena. Ao tomar conhecimento da morte, o irmão da vítima expressou o desejo de que o autor do crime sofra intensamente, demonstrando a dor e o sentimento de impotência da família.
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Dois dias após o crime, Manoel foi detido na capital paulista e, em seu depoimento, admitiu o assassinato. Ele relatou ainda que colocou moedas nos olhos de Bárbara com base em uma crença simbólica relacionada a Caronte, o barqueiro da mitologia grega que conduz as almas ao mundo dos mortos. Segundo o acusado, outros valores monetários espalhados pelo corpo teriam sido motivados por comentários anteriores da ex-parceira sobre dinheiro e tranquilidade.
Em entrevista ao portal Bacci Notícias, o irmão declarou: “Sofrer ainda é pouco para ele. Sofrer muito, muito… não só nesta vida, mas nas próximas também. Queremos que ele pague por tudo que fez com ela, com a nossa família e com o filho dele.” Ele reforçou que não faltaram avisos sobre os riscos, mas Bárbara, otimista por natureza, garantia que o ex-companheiro não chegaria a tanto.
Na véspera do crime, a família tentou convencer a empresária a sair de casa e se abrigar em apartamento de amigas, mas ela manteve sua postura confiante. O irmão lamentou a sensação de culpa pela impossibilidade de chegar ao local devido aos fortes alagamentos que atingiram a região naquele dia. “Foi impossível intervir com aquela chuva torrencial”, disse ele, ressaltando o arrependimento coletivo.
Para além da dor, o irmão prefere lembrar das qualidades de Bárbara: educada, articulada e gentil, ela ajudava a cuidar dele quando criança e compartilhava seus conhecimentos com todos ao redor. Criada por uma mãe dedicada, ela sempre demonstrou otimismo, acolhimento e empatia. Agora, a família busca conforto nas memórias e na esperança de justiça, enquanto aguarda o desfecho das investigações sobre a morte trágica na Baixada Santista.

