
Ágatha Isabelle, 6, e Allan, 4, em foto compartilhada pela mãe durante apelo por informações. (Foto: Instagram)
O desaparecimento de Alan Michael e Ágatha Isabelle completa três meses nesta semana sem que a Delegacia Regional de Bacabal, no Maranhão, apresente novos desdobramentos sobre o caso. A mãe das crianças, Clarice Cardoso, se declara profundamente frustrada com o que descreve como abandono institucional, após sucessivas visitas em busca de informações. A família exige um posicionamento efetivo das forças de segurança para avançar na investigação e trazer respostas à população.
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Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, em Bacabal, e, mesmo após 90 dias de incertezas, Clarice retorna repetidamente à Delegacia Regional exigindo atualizações sobre o inquérito instaurado. Segundo ela, as inúmeras mensagens enviadas à polícia não recebem qualquer resposta, e o processo investigativo permanece estagnado. Na visão da família, a falta de comunicação e novas diligências evidencia descaso das autoridades do Maranhão.
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Desde o sumiço, Clarice relata que sua rotina se transformou em angústia permanente, sobretudo ao fim de cada dia, quando o silêncio se intensifica. Ao trancar a porta de casa, ela sente o vazio deixado pelo descanso interrompido dos filhos. A mãe descreve noites de preocupação, ansiedade e medo, sem conseguir vislumbrar qualquer avanço na apuração dos fatos que permitam acalmar seu sofrimento.
Na manhã de sábado (04), Clarice voltou a usar as redes sociais para marcar os três meses de desaparecimento. Ela compartilhou imagens de Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4, acompanhadas de mensagens emocionadas. “Hoje se faz três meses que você e sua irmã desapareceram… o sofrimento continua, a angústia, a ansiedade, um sofrimento que não tem fim”, escreveu. Em outro post, fez um apelo divino de reencontro.
O caso permanece envolto em mistério após 90 dias sem respostas concretas. As crianças estavam com um primo quando desapareceram, e, dias depois, o menino foi localizado sozinho em uma área de mata. Esse achado levantou ainda mais interrogações sobre o que realmente ocorreu, já que não há consenso sobre a dinâmica dos eventos que levaram ao sumiço de Ágatha e Allan.
Inicialmente, a polícia considerou a hipótese de que as crianças se perderam na região, mas o relato do primo apresentou outra linha de investigação. Segundo Clarice, ele contou que um homem os abordou, tirou suas roupas e se afastou com os irmãos. Esse depoimento reforçou a suspeita de sequestro, e as autoridades passaram a avaliar essa possibilidade como o principal caminho para esclarecer o caso.
Nos primeiros dias, uma força-tarefa foi acionada, com drones, cães farejadores, helicópteros e equipamentos de buscas no rio, mas nenhuma pista promissora foi encontrada. Um inquérito com centenas de páginas foi instaurado, mas segue sem conclusões definitivas. Recentemente, Clarice denunciou queda na intensidade das buscas e afirmou não receber mais retorno das autoridades, o que aumenta sua sensação de desamparo institucional.

