
Desaparecimento de jovem de 18 anos movimenta buscas no Lago Serra da Mesa (Foto: Instagram)
No último sábado (4), por volta das 18h, a jovem Thaynara Lima da Silva, de 18 anos, desapareceu durante um passeio de lancha no Lago Serra da Mesa, em Niquelândia, norte de Goiás. O incidente mobilizou imediatamente equipes do Corpo de Bombeiros, que chegaram ao local ainda na noite do acidente, deixando parentes e amigos em estado de tensão enquanto as buscas seguem pelos dias seguintes.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
Segundo o cabo Carlos Silva, responsável pelas operações, a embarcação teria colidido com um galho submerso, ocasionando a queda de todos os tripulantes na água. Dois ocupantes foram prontamente resgatados por barcos que passavam próximo ao local, mas Thaynara afundou e não foi localizada. Ainda na noite do sábado, os bombeiros iniciaram buscas submarinas, que prosseguem mesmo com as dificuldades de comunicação que existem na região devido à falta de sinal telefônico.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
De acordo com relatos da família, a jovem, natural de Jaraguá (GO), estava na companhia de parentes do namorado para aproveitar o feriado prolongado. Gravações divulgadas nas redes sociais mostram o instante em que a lancha aparece girando sem tripulantes, inclinada sobre a superfície da água, e depois desacelera até virar completamente. Esses registros reforçaram a preocupação de quem acompanhava o passeio e intensificaram as buscas.
“O princípio foi a colisão com um galho e os tripulantes caíram na água. Eles conseguiram resgatar duas ou três pessoas e a vítima que veio a submergir não”, explicou o cabo Carlos Silva, enfatizando que as operações subaquáticas exigem equipamentos especializados e mergulhadores treinados para enfrentar possíveis obstáculos no fundo do lago.
As ações de busca se estenderam até a manhã desta segunda-feira (6), quando os bombeiros intensificaram o trabalho de varredura com sonares e mergulhos sucessivos. A falta de comunicação por telefone na área atrasa o repasse de informações e exige coordenação extra das equipes, que contam com apoio de viaturas terrestres e embarcações de resgate para cobrir diferentes pontos do lago.
A família vive momentos de profundo desespero. Em entrevista ao g1, a irmã de Thaynara, Geovana Eduarda Lima, descreveu o clima de choque e a dificuldade em lidar com a incerteza: “Não queremos acreditar, está muito difícil. Era uma das pessoas mais especiais para mim e para os meus filhos”. Geovana lembrou que a jovem trabalhava como costureira, não sabia nadar e não foi obrigada a usar colete salva-vidas pelo responsável pela lancha. Antes do acidente, Thaynara chegou a compartilhar vídeos pescando sem equipamentos de segurança, fato que hoje aumenta ainda mais a angústia dos parentes.

