
Sexta-feira Santa: abstinência e fé (Foto: Instagram)
A abstinência de carne na Sexta-feira Santa simboliza um ato de penitência e reverência pela morte de Jesus Cristo. Ao escolher o peixe como alternativa, os fiéis reforçam a ideia de humildade e conexão com a fé cristã.
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Com a chegada da Semana Santa, volta ao debate entre os católicos a questão sobre a proibição de consumir carne vermelha na Sexta-feira Santa. Essa tradição, seguida por milhões de pessoas, tem raízes na simbologia profunda do cristianismo.
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Historicamente, a carne vermelha foi associada à fartura, ao prazer e às celebrações. Renunciar a esse alimento num dia de luto pela crucificação de Cristo é um gesto que vai além do aspecto alimentar, promovendo uma reflexão espiritual e um sentimento de sacrifício em homenagem ao sacrifício de Jesus.
O peixe tornou-se o substituto tradicional por ser considerado mais simples e por ter forte ligação com a narrativa bíblica: diversos apóstolos, como Pedro e André, eram pescadores. Essa escolha reforça o caráter de humildade e a proximidade com os ensinamentos do Evangelho.
Embora não exista uma proibição explícita na Bíblia, o costume encontra respaldo em trechos como Mateus 9:15, que cita o jejum em períodos de ausência do “noivo”. O Direito Canônico consolida essa prática, determinando a abstinência de carne na Sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas como forma de cumprimento do dever de penitência pelos fiéis.
Na tradição católica, abstinência e jejum são conceitos distintos: a primeira proíbe o consumo de carne vermelha e de aves, enquanto o segundo consiste em reduzir a quantidade de refeições diárias, mantendo uma principal e duas menores. Ambas visam promover disciplina e reflexão.
A Sexta-feira Santa integra a Quaresma, período iniciado na Quarta-feira de Cinzas e encerrado no Domingo de Páscoa. Essa fase é dedicada à preparação espiritual, à disciplina interior e à reflexão sobre a trajetória de Jesus, culminando na celebração da ressurreição.

