
Trump afirma que Irã sinalizou cessar-fogo, mas condiciona acordo à abertura do Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (1º) que o Irã sinalizou interesse em um cessar-fogo no conflito atual. A declaração foi feita em postagem na plataforma Truth Social, na qual ele destacou ter recebido o pedido do presidente iraniano Masoud Pezeshkian. Trump ressaltou que considera Pezeshkian “menos radical e mais inteligente” que seus antecessores, o que sinalizaria disposição para negociar a paz.
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Apesar da sinalização do Irã, o líder americano condicionou qualquer avanço à reabertura e à livre navegação no Estreito de Ormuz. “Consideraremos a questão quando o estreito estiver aberto e livre. Até lá, vamos bombardear o Irã até a sua destruição”, declarou Trump, mantendo um tom duro e reforçando ameaças de ataques mais intensos contra alvos iranianos. Ele enfatizou que o bloqueio do estreito prejudica o comércio internacional de petróleo e pode causar aumento nos preços globais.
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O pronunciamento de Trump ocorre na véspera de uma fala oficial marcada para esta quarta-feira (1º), às 21h no horário de Washington (22h em Brasília). A Casa Branca informou que divulgará uma “atualização importante” sobre a guerra, que já se estende há 33 dias, na tentativa de esclarecer os próximos passos da estratégia dos EUA na região. A expectativa é de esclarecimentos sobre possíveis mudanças no engajamento militar e impactos no mercado global de energia.
Ao longo dos últimos dias, o presidente americano oscilou em seu discurso. Na segunda-feira (30), ameaçou atacar a infraestrutura petrolífera iraniana, incluindo a ilha de Kharg, caso não houvesse avanço nas negociações envolvendo o Estreito de Ormuz. Já na terça-feira (31), chegou a classificar a urgência de um acordo como “irrelevante” no momento, sinalizando incerteza sobre a prioridade do tema.
Mesmo adotando declarações mais agressivas, Trump sugeriu que pretende encerrar o conflito em curto prazo. Segundo ele, as tropas dos Estados Unidos podem deixar a região “muito em breve”, com um prazo estimado de duas a três semanas, caso suas condições sejam atendidas e os combates sejam interrompidos. Essa possível retirada ocorre em meio a debates no Congresso sobre financiamento das operações e pressões diplomáticas de aliados europeus que pedem contenção.
Do lado iraniano, Masoud Pezeshkian apresentou três exigências para um eventual fim das hostilidades: reconhecimento dos direitos do Irã, pagamento de reparações pelos danos causados e garantias internacionais que protejam o país de novas agressões. Esse conjunto de demandas ainda precisa ser negociado com os EUA e seus aliados, deixando em aberto o desfecho do impasse.

