
Escola Normal Mariano Moreno, em San Cristóbal, após atentado durante cerimônia de hasteamento da bandeira (Foto: Instagram)
Na segunda-feira (30), um estudante de 15 ou 16 anos entrou armado na Escola Normal Mariano Moreno, em San Cristóbal, na província de Santa Fe, e abriu fogo durante a cerimônia de hasteamento da bandeira. O ataque deixou um colega de 13 anos morto e outros dois feridos, causando comoção na comunidade local.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
De acordo com a polícia, o jovem havia escondido uma espingarda dentro de um estojo de guitarra e, em determinado momento, sacou a arma e atirou contra o aluno de 13 anos, que não resistiu. Dois outros estudantes, entre 13 e 15 anos, também foram atingidos; um deles sofreu ferimentos graves no rosto e no pescoço e precisou ser transferido com urgência para o Hospital de Rafaela.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
Imagens gravadas por colegas mostram o momento dos disparos e o desespero dos alunos, com correria, gritos e até quebra de vidros na tentativa de fugir. Testemunhas contam que muitos se abrigaram nos corredores e salas de aula, enquanto outros correram para fora do prédio, em cena de pânico.
O ataque só foi interrompido graças à ação de uma funcionária da escola, que imobilizou o adolescente e retirou a arma antes da chegada da polícia, que em seguida o deteve. O secretário de Governo de San Cristóbal, Ramiro Muñoz, afirmou que o jovem não apresentava histórico de comportamento violento e era considerado um bom aluno pelos professores.
A tragédia abalou a população de cerca de 15 mil habitantes. O pai da vítima entrou na escola para reconhecer o corpo do filho, que foi encaminhado ao necrotério local. Pais de outros estudantes relataram momentos de terror; uma mãe disse que a filha chegou em casa em estado de choque após ouvir os disparos.
As aulas foram imediatamente suspensas e as autoridades abriram inquérito para apurar como o adolescente obteve a arma, se houve falhas no sistema de segurança e se o ataque foi premeditado. Relatos apontam que o estudante planejou a ação para surpreender colegas durante o horário escolar. A investigação também examina registros de comportamento e possíveis motivações, enquanto a comunidade aguarda medidas que garantam maior proteção na unidade.

