
O idoso Alceu Slivinski e a imagem do neto suspeito saindo do carro após o crime (Foto: Instagram)
Um crime ocorrido no interior do Paraná se destacou pela crueldade e pelo grau de parentesco entre vítima e autor. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito é o neto da vítima, que tramou o assassinato usando um capuz para não ser reconhecido pelo próprio avô. O idoso foi baleado dentro do bar que administrava, onde guardava as joias que seriam alvo do roubo.
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As imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a investigação. Os registros mostraram a chegada do suspeito, de 18 anos, acompanhado de um comparsa, além de fornecer detalhes do veículo usado na fuga. Com modelo e placa em mãos, a equipe policial localizou e prendeu a dupla poucas horas depois do crime, confirmando o planejamento e a execução rápida do assassinato.
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O homicídio ocorreu no estabelecimento comandado por Alceu Slivinski, de 66 anos. Conforme as apurações, o jovem explorou o conhecimento da rotina do avô e entrou no bar em momento em que o local estava vazio. O objetivo, de acordo com a polícia, era subtrair correntes, pulseiras e anéis de ouro que o aposentado mantinha em uma gaveta próxima ao caixa.
Relatos oficiais indicam que, ao perceber o ataque, Alceu tentou reagir, mas acabou atingido por disparos. O autor do crime desferiu tiros que feriram principalmente o pescoço, ocasionando a morte imediata do idoso. Em seguida, as joias foram retiradas de forma violenta do corpo, reforçando o caráter macabro da ação.
A premeditação fica clara não apenas pelo uso do capuz, mas também pela longa viagem até o local do crime. O neto e o comparsa partiram de Joinville e percorreram cerca de 670 quilômetros até a região onde o bar ficava. O deslocamento foi organizado exclusivamente para cumprir o plano de roubo e homicídio.
A tentativa de fuga teve fim na BR-277, em Cascavel, onde os policiais encontraram no veículo cerca de 184 gramas de ouro e a arma empregada no latrocínio. Em depoimento, o jovem de 18 anos reconheceu seu envolvimento e explicou que o disfarce fazia parte da estratégia para impedir a identificação. Ambos seguem detidos e responderão por latrocínio.

