Crie seu negócio online com o poder da inteligência artificial e comece a lucrar hoje com a Jornada V1

Caso Gisele: polícia divulga mensagens encontradas no celular da vítima

Date:


Soldado Gisele Alves Santana e o marido, tenente-coronel Geraldo Neto, alvo de novas evidências em inquérito de feminicídio (Foto: Instagram)

Além das trocas de mensagens, informações extraídas do celular de Gisele Alves Santana revelam que o aparelho registrou acessos após o disparo, o que levanta suspeitas de tentativa de apagar provas. Depoimentos de testemunhas e registros técnicos reforçam a hipótese de um relacionamento conturbado, marcado por controle e constantes conflitos.

++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”

A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (27). Ela foi encontrada com um ferimento de arma de fogo na cabeça dentro do apartamento onde vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo.

++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque

Um dia antes do crime, Gisele enviou mensagem ao marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, criticando o relacionamento e afirmando que ele confundia afeto com imposição de autoridade. Neto foi preso preventivamente em 18 de março e responde na Justiça por feminicídio e fraude processual. Inicialmente, alegou que a soldado teria se matado após uma discussão, mas a perícia descartou essa versão ao identificar indícios de homicídio.

Segundo a Polícia Civil, a perícia indicou que o celular da vítima foi desbloqueado em horários posteriores ao momento em que o tiro teria sido disparado, e parte do conteúdo foi apagada. Testemunhas relataram ter ouvido um estampido por volta das 7h28, e a polícia foi acionada às 7h54, segundo os registros. Essa sequência de horários e as evidências técnicas fortalecem a tese de feminicídio, e o inquérito segue em curso.

Mensagens recuperadas no inquérito mostram que Gisele e o marido trocaram conversas na noite anterior à morte relacionadas ao fim do casamento. No celular de Geraldo Neto não havia registro desse diálogo, o que despertou a atenção dos investigadores. Apesar de apagadas, as mensagens foram restauradas e indicam que, por volta das 23h, Gisele autorizava o início do processo de divórcio e se posicionava sobre a separação, defendendo sua dignidade.

Depoimentos de colegas de farda apontam que o tenente-coronel já apresentava comportamento agressivo no ambiente de trabalho. Uma testemunha do setor administrativo relatou que Neto teria segurado a vítima com força e a encostado na parede durante um desentendimento. Outra policial afirmou ter visto, pelas imagens de câmeras de segurança, o oficial pressionando o pescoço de Gisele como se tentasse sufocá-la. Antes mesmo do casamento, ele chegou a ser impedido de acessar o quartel após um episódio mais intenso de discussão.

Conforme relatos colhidos na investigação, o comportamento controlador e o ciúme de Geraldo Neto motivaram o comando da corporação a afastá-lo temporariamente das funções no quartel, medida válida até o casamento. Desde então, colegas notavam Gisele mais tensa e reservada na presença do marido, temendo reações dele até em situações cotidianas, como o uso do uniforme ou de itens pessoais, algo percebido por diversos colegas de trabalho.

Share post:

Jornada V1

spot_imgspot_img

Popular

Notícias
Relacionadas