
Laudo sugere que influenciadora Stefanie Pieper foi enterrada com sinais vitais (Foto: Instagram)
A autópsia realizada no corpo da influenciadora digital Stefanie Pieper, de 32 anos, revelou indícios de que ela pode ter sido enterrada ainda com sinais vitais. Inicialmente acreditava-se que ela já estivesse morta antes de ser sepultada, mas o laudo pericial divulgado pelo Ministério Público de Graz introduziu a hipótese perturbadora de que a jovem tenha sido colocada em uma mala enquanto ainda estivesse inconsciente. O ex-namorado, que confessou o crime, está preso na Áustria, aguardando julgamento previsto para 2026.
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O desaparecimento de Stefanie ocorreu em novembro do ano passado, em uma área de fronteira entre Áustria e Eslovênia, após ela retornar de uma festa. Amigos e familiares ficaram preocupados quando ela não compareceu a um compromisso profissional. As equipes de busca mobilizaram drones, cães farejadores e voluntários, mas só encontraram pistas no telefone celular da influenciadora, achado em um arbusto próximo ao prédio onde morava. Antes do sumiço, Stefanie chegou a enviar mensagem a uma amiga relatando a visão de uma “figura escura” na escadaria do condomínio.
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Poucos dias após o início das investigações, o ex-namorado, identificado como Patrick M., de 31 anos, entregou-se às autoridades e confessou o assassinato. Ele indicou o ponto exato onde havia enterrado o corpo: uma região de floresta em Majsperk, no leste da Eslovênia. A descoberta só foi possível graças à cooperação entre as polícias eslovena e austríaca, que colaboraram em diligências no local e garantiram a extradição do suspeito para a Áustria.
Segundo o laudo do Instituto de Medicina Legal de Graz, não foi possível determinar com precisão o horário da morte, pois as condições do corpo não permitiram definir se o óbito ocorreu antes ou após o sepultamento. A perícia também não identificou ferimentos incompatíveis com a hipótese de enterro ainda com sinais vitais, o que reforça a suposição chocante de que Stefanie tenha sido enterrada inconsciente.
A investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma discussão relacionada ao término do relacionamento. A defesa de Patrick M. sustenta que ele estava sob efeito de substâncias entorpecentes no momento da agressão e ressalta o arrependimento demonstrado pelo cliente. O suspeito permanece em prisão preventiva e deve ser julgado em 2026, segundo o tribunal de Graz.

