Uma nova pesquisa revelou o segredo por trás de idosos que continuam com a memória afiada mesmo depois dos 80 anos. Esses chamados “superidosos” possuem uma capacidade incomum de regenerar células cerebrais, produzindo até o dobro de neurônios jovens em comparação com idosos saudáveis e até 2,5 vezes mais do que pessoas com Alzheimer. A descoberta indica que o cérebro pode continuar se renovando ao longo da vida, algo considerado impressionante pelos cientistas.
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Os pesquisadores descobriram que esses idosos possuem um ambiente especial no cérebro que favorece o surgimento de novos neurônios, especialmente no hipocampo, região ligada à memória. Esse processo, chamado neurogênese, ajuda o cérebro a se adaptar, reparar danos e manter o funcionamento cognitivo mesmo com o avanço da idade. Em alguns casos, a quantidade de neurônios recém-formados foi maior até do que a encontrada em adultos entre 30 e 40 anos.
Além disso, esses cérebros apresentam estruturas mais preservadas e menos sinais associados ao Alzheimer. Os superidosos também costumam manter o cérebro ativo com leitura, aprendizado constante e interação social frequente. Muitos continuam trabalhando, praticam atividades e mantêm contato próximo com amigos e familiares, embora nem todos sigam hábitos de saúde considerados ideais.
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Usando uma tecnologia moderna de análise celular, os cientistas identificaram células específicas que ajudam a preservar a memória. Entre elas estão os neurônios CA1 e os astrócitos, responsáveis por fortalecer as conexões cerebrais e melhorar a comunicação entre as células. A descoberta pode abrir caminho para novas formas de prevenir o declínio cognitivo e manter a mente ativa por mais tempo.
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