Muita gente vive para a trilha sonora da vida — aquele arrepio quando começa a tocar a sua música favorita, ou a mudança instantânea de humor com uma batida perfeita. Mas tem um grupo pequeno de pessoas que não sente nada disso — zero, nadinha, música é só som. A ciência já tem um nome para isso: anedonia musical específica, um fenômeno em que o cérebro não liga o processamento do som à sensação de recompensa ou prazer.
++Descubra quem realmente não deve tomar café — e os efeitos adversos que ninguém te conta
Pesquisa publicada recentemente em revistas científicas de neurociência mostra que o problema não está no ouvido nem na capacidade de ouvir música normalmente. Essas pessoas reconhecem ritmos e melodias, mas o diálogo entre as áreas auditivas e o sistema de recompensa cerebral — responsável pela sensação de prazer — está enfraquecido ou interrompido. O resultado? nenhuma faísca de emoção ao ouvir uma canção, mesmo que outras experiências prazerosas, como comer ou ganhar dinheiro, funcionem normalmente.
Os cientistas usam uma ferramenta chamada Barcelona Music Reward Questionnaire (BMRQ) para medir como cada pessoa vive a experiência musical — desde a emoção sentida até o impulso de dançar ou procurar novas músicas. Quem tem essa característica costuma marcar baixo em todas essas dimensões, mostrando que a música simplesmente não aciona o circuito de recompensa como deveria.
++Ignorar ligações de spam pode sair caro: o que acontece com seu número depois que você desliga
A origem desse fenômeno ainda não está 100% esclarecida, mas evidências apontam para uma combinação de genética e fatores ambientais. Estudos com gêmeos sugerem que metade das diferenças na forma como as pessoas apreciam música pode estar ligada a genes. Para os pesquisadores, entender por que algumas mentes “desligam” o prazer musical pode abrir portas para compreender outras variações de prazer no cérebro humano.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook e também no Instagram para mais notícias do JETSS

