Dormir menos de sete horas por noite pode ser mais perigoso do que você imagina — e não estamos falando apenas de cansaço. Segundo o psiquiatra americano Daniel Amen, especialista em neuroimagem e fundador das Amen Clinics, a privação crônica de sono compromete um mecanismo vital do cérebro: o sistema glinfático, responsável por “limpar” resíduos metabólicos acumulados ao longo do dia. Sem esse “detergente cerebral”, memória e foco começam a degradar, abrindo espaço para a temida névoa mental e prejuízos cognitivos.
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Para proteger a mente, Amen defende uma espécie de “curfew neural”: manter horários regulares para dormir e acordar todos os dias (incluindo fins de semana), ajudando o cérebro a reconhecer quando é hora de descansar de verdade. Ele alerta também para um vilão moderno: a luz azul de celulares e computadores à noite, que atrasa o início do sono e piora sua qualidade.
O especialista sugere uma prática curiosa e pouco conhecida chamada “pôr do sol digital”: desligar todos os dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir e substituí-los por atividades calmantes, como leitura ou banho quente. Além disso, ele lembra que o ambiente conta — quarto mais frio, luz suave e cheiros relaxantes podem ajudar o cérebro a entrar no modo descanso mais rápido.
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Para quem sofre de ansiedade ou pensamentos invasivos antes de dormir, Amen recomenda escrever um “diário de preocupações” cerca de 30 minutos antes de ir para a cama — uma técnica simples que, segundo ele, pode tirar peso emocional da mente e reduzir a agitação que atrapalha o sono.
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