
Brad Pitt defende uso da IA para democratizar efeitos visuais em produções de médio porte (Foto: Instagram)
Brad Pitt demonstrou abertura à inteligência artificial no cinema e enfatizou seu potencial como aliada em filmes de orçamento médio. Segundo o astro, a tecnologia pode oferecer soluções inovadoras para produções que não contam com os orçamentos bilionários dos grandes blockbusters, mas que ainda demandam recursos consideráveis para efeitos que impressionem o público, mantendo viabilidade financeira e qualidade audiovisual.
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Na edição mais recente da revista Esquire, Pitt defendeu que longas com orçamentos situados entre US$ 40 milhões e US$ 90 milhões podem se beneficiar da IA principalmente na área de efeitos visuais. Ao gerar cenas complexas digitalmente, a inteligência artificial contribui para reduzir custos de contratação, equipamentos e rotinas de pós-produção, permitindo que cineastas comecem a sonhar mais alto sem estourar o orçamento.
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O ator observou que há grande resistência ao uso de inteligência artificial por parte de profissionais tradicionais do setor cinematográfico, que temem a substituição de mão de obra especializada. No entanto, Pitt acredita que, quando empregada como ferramenta complementar, a IA só valoriza o trabalho humano, liberando artistas e técnicos para focar em aspectos criativos e narrativos, em vez de tarefas repetitivas ou puramente técnicas.
Em relação à substituição de atores por versões digitais feitas a partir de escaneamentos, Pitt foi cauteloso ao comentar a possibilidade de ver uma cópia sua em produções futuras. De acordo com ele, tudo se resume a quem está por trás da criação: o roteirista, o diretor e a equipe técnica devem conduzir o processo com sensibilidade, para que a presença digital corresponda à intenção artística original.
“Eles poderiam gerar uma versão minha, mas o produto final pode não refletir as escolhas que eu faria ao interpretar um personagem. É uma questão de controle criativo”, explicou Pitt, ponderando que o uso multifacetado da IA exige diálogo entre as partes envolvidas. O astro ressaltou que a tecnologia oferece oportunidades, mas precisa ser guiada por profissionais comprometidos com a história e a emoção.
Pitt ainda comentou a prática de escaneamento facial e corporal, adotada em grande parte de seus trabalhos nos últimos vinte anos. Ele revelou que sempre incluiu cláusula contratual para destruição dos arquivos após o término das filmagens, por receio de que esses dados digitais pudessem ser usados sem autorização futura, o que demonstra seu cuidado com direitos de imagem e privacidade.
Ao final, o ator enfatizou que a adoção responsável da IA pode democratizar o acesso a recursos visuais de alta qualidade, beneficiando cineastas independentes e estúdios de médio porte. Para Pitt, a tecnologia não deve ser vista como vilã, mas como ferramenta valiosa para expandir a criatividade na sétima arte, sem comprometer a autenticidade e a conexão emocional do público com as histórias.






