A busca por um corpo considerado perfeito tem ampliado a preocupação de médicos com o uso de anabolizantes, conhecidos como “suco” nas academias. A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, após problemas cardíacos, colocou novamente o tema em evidência e chamou atenção para os riscos associados ao consumo dessas substâncias.
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Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o projeto “Saindo do Suco com Segurança” acompanha pessoas que decidiram interromper o uso de anabolizantes. Atualmente, são 162 pacientes, sendo 158 homens e quatro mulheres, com idade média de 38 anos. O grupo reúne profissionais de diferentes áreas e pessoas de diversas profissões, mostrando que o consumo não está restrito a fisiculturistas ou atletas.
De acordo com os especialistas envolvidos no projeto, o uso de esteroides anabolizantes está associado a uma série de riscos. Entre eles estão problemas cardiovasculares, alterações no funcionamento do fígado e dos rins, mudanças no sistema hormonal e infertilidade. Dados apresentados pelos médicos apontam que usuários dessas substâncias podem ter risco de morte três vezes maior e uma possibilidade nove vezes maior de desenvolver miocardiopatia, doença que compromete o músculo do coração.
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O alerta também envolve o uso prolongado e a pressão estética impulsionada pelas redes sociais. Segundo os especialistas da Unifesp, algumas pessoas começam a utilizar anabolizantes ainda na adolescência e permanecem consumindo as substâncias durante anos. O fenômeno, que antes era associado principalmente ao fisiculturismo, passou a atingir diferentes grupos e é classificado pelos médicos como um problema de saúde pública. O projeto da universidade busca justamente oferecer acompanhamento durante a interrupção do uso, incluindo suporte para as mudanças físicas e psicológicas que podem ocorrer nesse processo.
















