Moro afirma que Valdemar Costa Neto já pagou por erros do passado

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Sérgio Moro defende Valdemar Costa Neto e reforça transparência em emendas (Foto: Instagram)

O ex-juiz e senador paranaense Sérgio Moro (PL-PR) defendeu o presidente do seu partido, Valdemar Costa Neto, ao afirmar que o dirigente já quitou as falhas do passado. Em entrevista ao UOL e à Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (7), Moro ressaltou que “os erros que ele cometeu no passado, ele já pagou” e lembrou o cumprimento da pena relacionada ao escândalo do Mensalão, ocorrida há anos.

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Moro reforçou que o cumprimento da pena colocou Valdemar em situação diferente na atualidade, afastando dúvidas sobre sua participação em novos atos ilícitos. “Ele cumpriu sua pena naquele período e se encontra, evidentemente, em outra situação no momento atual”, declarou o ex-juiz, ao ser questionado sobre a aliança com o presidente nacional do PL para o pleito de 2026.

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O senador também comentou a recente decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que bloqueou R$ 119 milhões em bens de Valdemar. Moro disse ter visto o bloqueio “com certo espanto”, pois, segundo ele, o ato judicial não mencionou qualquer desvio de recursos de emendas parlamentares e, até agora, não há comprovação de irregularidades nesse sentido.

Sobre o processo de indicação e execução das emendas parlamentares, Moro explicou que recebe sugestões de diferentes setores, mas que a escolha de acolher ou não tais propostas é de sua exclusiva responsabilidade. Ele defendeu que, caso seja identificado desvio de recursos, tanto do Executivo quanto do Legislativo, a apuração deve ser rigorosa e os responsáveis, punidos.

O parlamentar destacou ainda que, nos últimos quatro anos, destinou R$ 69 milhões a hospitais filantrópicos do Paraná, com o objetivo de reforçar o financiamento da saúde estadual. Todas as emendas são apresentadas em uma plataforma de transparência ativa, em que consta o valor, o beneficiário e a fase de execução de cada projeto.

No mesmo encontro com jornalistas do UOL e da Folha de S.Paulo, Sérgio Moro abordou diversos temas de seu programa de governo, incluindo segurança pública, educação e infraestrutura, e defendeu transformar o Paraná em um “modelo de excelência”. Ele também comentou a necessidade de autonomia da Polícia Federal, citando a saída do Ministério da Justiça em 2020 por divergências com Jair Bolsonaro e expressando preocupação com possíveis interferências do governo Lula na corporação.