
Os anticoncepcionais são amplamente utilizados para prevenir gravidez indesejada, sendo uma alternativa aos preservativos, que também protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Esses métodos contraceptivos estão disponíveis em diferentes formas, como pílulas e dispositivos, e os mais comuns são os hormonais.
Esses anticoncepcionais hormonais funcionam por meio de substâncias sintéticas que imitam os hormônios naturais do corpo, como o estrogênio e a progesterona — neste caso, denominados progestogênios. A ação dessas substâncias impede a ovulação ou modifica o ambiente uterino, dificultando tanto a fecundação quanto a implantação do embrião.
Apesar da eficácia, o uso contínuo de alguns tipos de anticoncepcionais hormonais pode, em situações específicas, causar efeitos adversos à saúde. Segundo o médico Roberto Franco do Amaral, especialista em medicina laboratorial e com formação em nutrologia, há relatos de complicações como trombose, dores de cabeça intensas, perda de massa muscular, redução da libido, sensação de fraqueza e até quadros de depressão. Esses efeitos estão relacionados ao bloqueio da testosterona livre no organismo feminino.
A escolha do método anticoncepcional ideal deve considerar o histórico de saúde da paciente e ser feita com acompanhamento médico, para minimizar riscos e garantir segurança no uso prolongado.

