
Maestro César Sánchez Chavesta durante ensaio da Orquestra La Bella Luz. (Foto: Instagram)
Uma cantora denunciou ter sido vítima de assédio sexual durante um ensaio da Orquestra La Bella Luz, em Lima, Peru. Imagens de câmeras de segurança mostram o maestro César Sánchez Chavesta se aproximando e tocando a artista sem o seu consentimento. Segundo o relato da vítima, ela procurou a polícia no dia seguinte ao incidente, mas a direção da orquestra só tomou providências depois que as filmagens ganharam repercussão nas redes sociais.
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No primeiro vídeo, é possível ver Naldy Saldaña, de 26 anos, saindo de um banheiro e caminhando pelo espaço de ensaio quando é surpreendida pelo maestro. Ela demonstra desconforto e tenta se afastar, mas ele a segura e apalpa sem permissão, caracterizando claramente o assédio.
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As gravações revelam ainda que, mesmo após Naldy expressar repulsa, o maestro voltou a se aproximar dela. Em um segundo vídeo, César Sánchez Chavesta repete a investida, segurando e apalpando a cantora sem autorização. Naldy consegue se desvencilhar da abordagem e deixa o local de ensaio poucos segundos depois.
Naldy Saldaña registrou um boletim de ocorrência no dia 18 de junho, em Lima. Ela esperava uma resposta imediata da Orquestra La Bella Luz, mas afirma que a instituição não adotou nenhuma medida até que as imagens se tornassem públicas nas redes sociais.
Sem respaldo da direção, a cantora permaneceu no grupo por aproximadamente um mês antes de pedir desligamento. Somente após a viralização dos vídeos, a La Bella Luz anunciou a demissão de César Sánchez Chavesta, encerrando sua atuação à frente da orquestra.
O caso segue sob investigação da Justiça peruana. Conforme noticiou a imprensa local, César Sánchez Chavesta poderá responder criminalmente e, se condenado, enfrentar pena de até 17 anos de prisão. Entre os fatores que podem agravar a punição estão o fato de o assédio ter ocorrido no ambiente de trabalho, a relação de autoridade entre maestro e cantora e a dificuldade que ela teve para escapar da situação.
As investigações também buscam identificar se outras pessoas sofreram condutas semelhantes. Gerardo Saldaña, pai de Naldy, viajou a Lima para prestar apoio à filha e declarou: “Estamos indignados. Esta é uma situação muito grave, mas não ficará impune. É muito doloroso para nós”. Já Dermelina Toro, mãe da cantora, contou que Naldy estava abalada e chorando ao relatar o ocorrido, e ressaltou a coragem da filha em denunciar: “Ela imediatamente fez uma denúncia ao Ministério Público. Esperava que a orquestra a defendesse, mas não o fizeram. Ela estava reunindo coragem para falar sobre o que estava acontecendo com ela, porque não é fácil”.






