
Sabrina e Gustavo em momento de carinho antes da tragédia (Foto: Instagram)
Sabrina passou a documentar todas as agressões que sofria, gravando vídeos e registrando imagens em unidades hospitalares — uma tática adotada por muitas mulheres sob ameaça que preferem provas médicas a relatos em delegacias. Em um desses registros, o menino Gustavo aparece recusando-se a ir à casa do pai, afirmando que era agredido por ele. Quando Sabrina enviou o vídeo a Igor, recebeu como resposta: “De novo essa história?”
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Mesmo com as provas, Sabrina foi impedida de barrar as visitas. Uma decisão judicial obrigava a mãe a permitir o convívio entre o filho e o pai, sob risco de acusação de alienação parental. Desde 2023, ela vivia sob constantes ameaças de morte por parte de Igor, situação que gerou uma medida protetiva. Paralelamente, ele acumulava quase trinta mil reais em dívida de pensão alimentícia e respondia a uma ação movida por Sabrina.
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No domingo, dia 2, Gustavo foi levado ao pai e não voltou. Somente na tarde de segunda-feira, 3, Igor comunicou a morte da criança, alegando que ela quase havia se afogado na piscina na noite anterior. A versão, porém, foi logo contestada pelas autoridades.
O Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que o óbito de Gustavo decorreu de hemorragia interna, com graves lesões na cabeça e no abdômen, além de indícios de violência sexual. Diante dos laudos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplicou suspensão cautelar ao advogado Igor Gustavo, afastando-o imediatamente da profissão.
Na quinta-feira, dia 6, Igor e sua companheira, Kathellen Moreira, foram presos preventivamente. Ainda abalada, Sabrina resumiu em poucas palavras sua revolta: “Não tem pensão, não tem ódio, não tem motivo que justifique o que ele fez. Não justifica.”






