Mãe presta comovente homenagem ao filho de 3 anos encontrado morto na casa do pai

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Mãe de Gustavo Veloso emociona ao compartilhar momentos de afeto antes da tragédia (Foto: Instagram)

A mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, usou as redes sociais para homenagear o filho poucos dias após o menino ser encontrado morto na casa do pai, em Palmas. No vídeo compartilhado, captado antes da tragédia, Sabrina da Silva Feitosa aparece em momentos de carinho com o garoto, trocando declarações de amor e trocas de frases afetuosas, pouco depois da prisão de Igor Gustavo Veloso de Souza e de sua companheira, Kathellen Moreira, suspeitos no caso. Relatório pericial revelou que a criança apresentava múltiplas lesões, hemorragia interna e ferimentos graves, e as investigações da Polícia Civil continuam em andamento.

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Nas imagens, mãe e filho completam as frases um do outro em uma troca que comoveu internautas. Sabrina inicia com “Eu te” e Gustavo responde “amo”; ela segue com “mais que” e ele conclui “tudo”; por fim, completa “nessa” e o menino finaliza com “vida”, em clara demonstração de afeto.

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O caso ganhou novos rumos após a prisão de Igor Gustavo Veloso de Souza e de sua madrasta, Kathellen Moreira, na quarta-feira (05). Ambos foram detidos sob suspeita de envolvimento na morte de Gustavo e seguem à disposição da Justiça.

O laudo pericial apontou que o menino sofreu agressões que causaram hemorragia interna, lesões pelo corpo, ferimentos no rosto e laceração intestinal, indicando extrema violência no episódio. As autoridades ainda apuram todas as circunstâncias que levaram ao falecimento da criança.

O menino morreu na segunda-feira (03) após passar o fim de semana na residência do pai, onde os dois não viviam juntos em razão das disputas judiciais pela guarda. A defesa de Igor contesta que se tratou de um afogamento acidental na piscina no domingo (02), com atendimento imediato no local. Na manhã seguinte, o advogado o encontrou inconsciente e, em estado de choque, deixou o imóvel e compareceu voluntariamente à delegacia para relatar o ocorrido, prestar depoimento e entregar as chaves para a realização da perícia.

Sabrina contou que enviou fotos ao pai de Gustavo para questionar a versão apresentada, pois as marcas no corpo não condiziam com um simples acidente. Ela relatou também que a criança reagia com medo ao ouvir a voz de Igor, afirmando que havia sofrido agressões. “Não é certo. Toda vez que ele via ou escutava a voz, ficava amedrontado”, declarou.

Em coletiva, o delegado Eduardo Menezes afirmou que as lesões na região anal e intestinal sugerem um contexto de tortura, e a investigação não descarta hipótese de violência sexual. Kathellen Moreira é investigada por omissão na morte da criança, enquanto Igor foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e tortura. O sepultamento de Gustavo, na terça-feira (04), reuniu familiares e amigos em forte comoção.

O caso repercutiu nacionalmente, gerando comoção e debates sobre violência infantil e a necessidade de maior rigor na concessão de guarda. Organizações de proteção à criança destacaram a urgência de protocolos mais eficazes para prevenir novos episódios de abuso e garantir o bem-estar dos menores.