
Advogado Igor Veloso e companheira presos pela morte do filho de 3 anos (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Tocantins decretou a prisão preventiva do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e de sua companheira, Kathellen Moreira, principais suspeitos pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. O menino foi encontrado sem vida na residência do casal, na região norte de Palmas, e o Instituto Médico Legal confirmou, por meio de laudo pericial, que a causa do óbito foram graves agressões físicas acompanhadas de violência sexual. O caso provocou comoção nacional, resultou na suspensão do registro profissional de Igor pela OAB-TO e está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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A prisão preventiva foi cumprida na noite de quarta-feira (05) por agentes da DHPP, após os investigadores analisarem o laudo pericial e outros elementos do inquérito. Os policiais chegaram ao endereço indicado pelo advogado, onde encontraram indícios compatíveis com os relatórios de maus-tratos e violência sexual que motivaram a ordem judicial. Igor e Kathellen seguem detidos à disposição da Justiça.
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O caso teve início na segunda-feira (03), quando Igor Gustavo compareceu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil à tarde para comunicar o suposto falecimento do filho. Em depoimento inicial, afirmou ter encontrado o menino sem vida logo pela manhã, mas alegou demora em acionar as autoridades devido ao “abalo emocional”. Contudo, o laudo do IML desmentiu essa versão, atestando que o garoto sofreu múltiplas lesões e abuso sexual antes de morrer.
Vídeos obtidos pelos investigadores registraram o comportamento de Gustavo no fim de semana anterior ao crime. Nas imagens, ele aparece chorando e recusando-se a entrar no carro do pai. Questionado pela mãe sobre o motivo, a criança teria dito: “Porque ele me bate”. Essas imagens reforçaram as suspeitas de que o menor já vinha sendo vítima de maus-tratos.
Os pais de Gustavo eram separados e travavam disputas judiciais relacionadas à guarda e pensão alimentícia. A defesa da mãe relatou que ela jamais impediu o cumprimento das visitas reguladas pela Justiça, mas vivia em constante receio das ameaças feitas pelo ex-companheiro. Esse clima de tensão familiar começou a ser alvo de apurações paralelas à investigação criminal.
Em reação ao caso, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Tocantins (OAB-TO) determinou a suspensão cautelar do registro de Igor Gustavo Veloso de Sousa até o desfecho do processo disciplinar junto ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED). Os defensores de Igor e de Kathellen informaram não ter acesso completo aos autos e, por enquanto, optaram por não comentar publicamente. A Polícia Civil do Tocantins segue com as diligências e promete divulgar novos detalhes nos próximos dias.






