O influenciador e empresário Renato Cariani se manifestou após o Ministério Público de São Paulo solicitar à Justiça sua condenação por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele negou envolvimento com atividades criminosas e afirmou que o caso começou a partir de uma fraude envolvendo uma indústria química da qual era sócio. A investigação aponta que produtos adquiridos pela empresa teriam sido desviados para a fabricação de cocaína e crack entre 2016 e 2020.
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Cariani afirmou que não se trata de um processo novo e declarou confiar na Justiça. Segundo ele, cabe ao Ministério Público apresentar acusações, enquanto sua defesa tem a responsabilidade de demonstrar sua inocência. Os advogados também informaram que o processo está na fase de alegações finais da defesa e que irão contestar os argumentos apresentados pela Promotoria. Depois dessa etapa, o juiz responsável deverá decidir o caso, mas ainda não existe prazo definido para a sentença.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, aproximadamente 12 toneladas de substâncias químicas, incluindo acetona, éter etílico e ácido clorídrico, teriam sido desviadas da empresa Anidrol, localizada em Diadema, na Grande São Paulo. Para ocultar a movimentação, o esquema teria utilizado notas fiscais falsas, depósitos em nome de terceiros e até dados associados à farmacêutica AstraZeneca, que negou qualquer ligação com as operações investigadas. A Polícia Federal estima que o grupo possa ter movimentado mais de R$ 6 milhões.
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No mesmo processo, o Ministério Público pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na empresa, e a condenação de Fábio Spinola Mota, apontado pela investigação como intermediário e integrante do PCC. Mota foi preso em 2023 durante a Operação Downfall, que apurou um esquema de tráfico de drogas com ramificações no Brasil e no exterior. Sua defesa também nega as acusações. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.












