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Mosquito da dengue: como o tráfico negreiro ajudou a criar uma praga global

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Pesquisadores revelam que o Aedes aegypti, hoje causador de dengue, Zika, febre amarela e chikungunya, tem sua história de expansão mundial diretamente ligada ao tráfico negreiro entre os séculos XVI e XIX. Um estudo que sequenciou mais de 1.200 genomas desse mosquito de 73 populações em todo o mundo, incluindo amostras brasileiras, mostrou que foi nas Américas que ele ganhou as características que o transformaram em vetor urbano global.

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A espécie nasceu nas florestas africanas, numa linhagem chamada Aedes aegypti formosus (Aaf), que se alimentava de diversos animais. Mas há cerca de 5.000 anos, em função de mudanças climáticas que deixaram regiões como o Saara mais áridas, uma nova linhagem — Aedes aegypti aegypti (Aaa) — começou a se especializar no sangue humano. Essa adaptação foi potencializada nas Américas, ao ser transportado nos navios negreiros e entrar em contato com ambientes urbanos e recipientes artificiais de água.

Depois de se consolidar nas Américas, esse “Aedes globalizado” seguiu para outras regiões tropicais e subtropicais, inclusive retornando para a África, onde hoje compete ou mistura-se com linhagens locais. A resistência a inseticidas está crescendo bastante: em muitas populações americanas e asiáticas, mais de 50% dos mosquitos possuem genes que conferem essa proteção; em alguns casos, esse número ultrapassa 90%.

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Além de traçar essa jornada incrível do mosquito — de inseto de floresta africana ao vilão urbano global —, os cientistas esperam que os dados genômicos ajudem a desenvolver melhores estratégias de controle. Entender as diferenças genéticas entre linhagens e como a resistência se espalha pode ser chave para novas armas contra essa praga que se tornou parte da rotina humana.

Créditos: Folha de São Paulo.

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