Dona Déa Lúcia apoia propaganda do PT e relembra morte de Paulo Gustavo

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Dona Déa Lúcia Amaral, mãe de Paulo Gustavo, em depoimento a favor de Lula (Foto: Instagram)

Dona Déa Lúcia Amaral, mãe do ator Paulo Gustavo, participou neste domingo, 18, de uma peça publicitária em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. No vídeo, gravado em tom de depoimento, a artista fala sobre o impacto da pandemia e critica a demora do governo anterior para viabilizar a compra de vacinas contra a Covid-19.

Emocionada, ela recorda o cuidado e o amor com que criou o filho. “Paulo Gustavo foi criado com muito carinho e tinha um coração de ouro. Ele estava sempre preocupado com a Covid. Falava para a família: ‘Se eu pegar Covid, vou morrer. Mas essa vacina já devia ter chegado há muito tempo’”, relembra Dona Déa no material. A mãe do humorista salienta que o filho clamava por uma imunização antecipada: “Ele dizia: ‘Essa vacina tem que vir’, mas não deu tempo.”

Dona Déa também faz menção à postura do então presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia. “O governo ria, nosso presidente ria disso tudo. Falo com ódio, porque não posso aceitar que alguém da família dele esteja no comando do país. Sou mãe, falo com a dor de quem perdeu um filho”, desabafa. No vídeo, ela expressa seu receio de um retrocesso caso Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, vença as eleições.

Durante o governo Bolsonaro, o Brasil recusou ao menos três propostas de aquisição da vacina Coronavac, produzida em parceria com um laboratório chinês, além de recusar ofertas iniciais da Pfizer. Segundo as informações, só em dezembro de 2020 o Ministério da Saúde apresentou um plano de imunização, e a primeira dose foi aplicada em janeiro de 2021. Esse atraso se deu cerca de seis meses após a primeira proposta formal de compra de vacinas.

O ator Paulo Gustavo morreu aos 42 anos, em 4 de maio de 2021, em um hospital particular no Rio de Janeiro, onde estava intubado devido a complicações da Covid-19. Dados do Consórcio de Imprensa apontam que, na época de sua morte, apenas 17,24% da população brasileira havia recebido a primeira dose e somente 8,68% tinha completado o esquema vacinal com duas doses.

No encerramento da peça, Dona Déa convoca os eleitores a saírem de casa e exercerem o voto. “Eu perdi um filho. Isso não pode voltar. Flávio é retrocesso. Só de ouvir o sobrenome, dá arrepio. Mudar para aquele passado terrível vai destruir nosso futuro. Vamos de Lula.”