
Deputado Guilherme Boulos durante críticas ao governo estadual pelas restrições no metrô após manifestação pró-Lula (Foto: Instagram)
A recente manifestação pró-Lula na Avenida Paulista, uma das principais artérias de São Paulo, reuniu milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro político foi marcado por diversas atividades culturais e discursos em defesa das pautas do governo, mas seu encerramento trouxe complicações no sistema de transporte público e desencadeou uma acalorada troca de acusações entre lideranças da capital e do governo estadual.
Nos instantes finais do protesto, usuários do Metrô enfrentaram dificuldades ao tentar embarcar: várias estações foram fechadas ou passaram por controle rígido de acesso, o que gerou queixas imediatas de participantes. Por meio de uma série de postagens em suas redes sociais, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) criticou a medida aplicada pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), acusando-o de impor obstáculos ao retorno dos manifestantes.
Segundo Boulos, a interrupção temporária das operações e a limitação das catracas ocorreram sem qualquer comunicado antecipado aos passageiros. Ele destacou que a ação provocou longas filas e aglomerações nas calçadas próximas às estações, obrigando centenas de pessoas a percorrer grandes distâncias a pé em busca de meios alternativos de deslocamento após o término da mobilização, o que aumentou o desconforto e a sensação de insegurança.
O deputado classificou o episódio como uma atitude de cunho político, visando penalizar quem compareceu ao ato. Em suas críticas, Boulos afirmou que a retenção proposital do público nas proximidades do evento constituiu uma forma de perseguição e resultou em prejuízos diretos aos usuários, que tiveram seus trajetos prolongados ou interrompidos sem justificativa plausível, prejudicando ainda a mobilidade urbana mais ampla naquele trecho da cidade.
Em uma de suas postagens, Boulos escreveu: "Os incidentes no metrô de São Paulo na dispersão da manifestação de hoje são frutos da irresponsabilidade do governo Tarcísio. Como pode o governador mandar fechar as estações sem aviso prévio e impedir o retorno das pessoas? É politicagem baixa contra a população!". A declaração repercutiu imediatamente entre internautas, reforçando a polêmica sobre o papel das autoridades na gestão do transporte em dias de grandes eventos.
Em contraponto, a administração do Metrô de São Paulo divulgou nota oficial informando que o controle de fluxo nas catracas foi adotado como medida técnica e preventiva para garantir a segurança dos passageiros. De acordo com o posicionamento, as restrições temporárias visaram reduzir o risco de acidentes em momentos de grande concentração de usuários nas plataformas e em áreas de embarque e desembarque.






