
Mila Seidl enfrenta bloqueio emocional antes de primeira viagem após perda de Lito Sousa (Foto: Instagram)
Mila Seidl, viúva do influenciador e ex-piloto Lito Sousa, compartilhou no Instagram suas dificuldades ao encarar a primeira viagem após a perda do marido. Lito, de 59 anos, faleceu em 1º de outubro, vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob, e desde então Mila vem tentando lidar com o luto enquanto cuida do filho do casal, Malone.
Ela revelou que chegou a comprar as passagens para Houston, destino onde mora parte de sua família, na tentativa de passar alguns dias fora. “Comprei o bilhete para mim e para o Malone, tudo pronto para a gente embarcar amanhã. Mas estou aqui parada, sem conseguir arrumar a mala, totalmente paralisada”, desabafou. A sensação de não conseguir dar continuidade ao plano amplifica o sofrimento pela ausência do companheiro.
Mila detalhou o constrangimento que sente ao responder à pergunta “como você está?” feita por amigos e conhecidos. Segundo ela, o sorriso amarelo se torna a única alternativa, já que admitir a dor real também lhe causa desconforto. Mesmo sem saber como reagir, ela deposita esperanças de reunir coragem até o dia do voo.
Em seu relato, a influenciadora mencionou constantemente o apoio que acredita receber de Lito em pensamento. “Eu fico pensando: o que ele diria agora? Imagino que ele me falaria para seguir com nosso filho, que a viagem vai servir para nos fortalecer e espairecer”, contou Mila, que se apega a essa lembrança como incentivo para enfrentar o aeroporto e o avião.
Apesar de já ter viajado sem o marido em outras ocasiões, Mila reconhece que a experiência pós-perda é completamente distinta. Ela admitiu: “Entrar em um avião hoje em dia é um desafio. Não sei como vai ser, mas preciso tentar por mim e pelo Malone.” A viagem, para ela, representa um primeiro passo na reconstrução da rotina.
Além do desafio imediato de enfrentar o voo, Mila revelou que vem refletindo sobre um projeto de cunho social. A ideia é criar um instituto capaz de apoiar quem passa por perdas semelhantes, especialmente pessoas com recursos mais limitados. Segundo ela, são apenas “ideias embrionárias”, mas já apontam para o desejo de transformar a própria dor em algo útil e significativo.
Lito Sousa encontrava-se internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, para tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob, até falecer no início do mês. A repercussão de sua carreira e a saudade deixada marcam a trajetória de quem, agora, busca forças para seguir em frente.






