
Ibovespa cai 0,74% e small caps ganham fôlego apesar do ajuste (Foto: Instagram)
O Ibovespa encerrou esta quarta-feira com queda de 0,74%, atingindo 204.302,33 pontos, influenciado por ajustes de posições e um ambiente externo desfavorável. Apesar do recuo, as small caps se destacaram, exibindo desempenho relativamente melhor após longo período de forte desconto.
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Com as bolsas americanas em baixa e o apetite por risco em mercados emergentes reduzido, o índice brasileiro se acomodou na faixa dos 204 mil pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 40 bilhões. No acumulado de outubro, o Ibovespa registra alta de 9,64% e, no ano, avança 26,8%. Por sua vez, o EEM, maior ETF ligado a emergentes, anotou queda de 1,3%.
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Para o assessor de investimentos da InvestSmart, Bruno Ponciano, a correção depois da recente alta era previsível, e o mercado deve ficar mais contido até o segundo turno. “Até o segundo turno, estranharia a bolsa subir muito mais, porque muito das expectativas já foi precificado”, afirma, citando o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula (PT) apontado na votação de primeiro turno.
Guilherme Miranda, head de execução e trading da Angatu Private, destaca que o movimento de rotação interna dentro da bolsa favoreceu as small caps. Segundo ele, essas ações negociavam com desconto semelhante ao registrado em 2011, quando o risco fiscal e de juros estava embutido nos preços. Com a perspectiva de vitória da oposição, essas empresas começaram a apresentar melhor performance.
Setores cíclicos, como varejo, consumo e imobiliário, também reagiram ao ambiente eleitoral, na expectativa de que uma agenda fiscal mais austera permita ao Banco Central reduzir a taxa Selic, aliviando o custo de financiamento das companhias, especialmente as de menor capitalização.
Para o sócio e estrategista da Bravonte Capital e professor da FGV-RJ, Eduardo Velho, o recente rali da bolsa foi impulsionado principalmente pelo “trade” eleitoral, mas o cenário externo continua relevante. “Um novo movimento de alta vai depender das próximas pesquisas eleitorais, da curva externa de juros e de medidas de política econômica mais críveis para 2027”, aponta.






