Polícia e Justiça Eleitoral investigam vídeo de eleitor usando arma na urna eletrônica

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Eleitor usa revólver para votar e Justiça Eleitoral abre investigação (Foto: Instagram)

A Justiça Eleitoral, em conjunto com as forças de segurança, apura as circunstâncias de um vídeo em que um eleitor utiliza a ponta de um revólver para pressionar os botões da urna eletrônica. O registro foi feito pelo próprio autor, no interior da cabine de votação, e publicado em redes sociais, o que configura não apenas violação do sigilo do voto, mas também descumprimento das normas que proíbem a presença de armas em locais de votação.

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Até o momento, as autoridades não confirmaram a identidade do homem que aparece no vídeo, nem a data, horário ou local exato do fato. A materialidade do ato, contudo, já mobilizou agentes do Tribunal Regional Eleitoral e da Polícia Federal, que trabalham para rastrear a origem do vídeo, identificar o responsável e apurar eventuais outras infrações associadas à gravação e divulgação do conteúdo.

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O episódio contraria diretamente o Código Eleitoral, que proíbe o eleitor de ingressar na cabine de votação com celulares, câmeras ou qualquer aparelho capaz de registrar, transmitir ou armazenar a escolha do voto. Essa conduta é tipificada como crime contra o sigilo do voto e pode resultar em pena de detenção de até dois anos, além de multa.

Além disso, as resoluções expedidas pela Justiça Eleitoral impedem o porte de armas de fogo em seções de votação e em um raio de 100 metros ao redor dos locais de votação, mesmo que o cidadão possua autorização legal para o armamento. O descumprimento dessa regra pode levar à prisão em flagrante e a outras sanções administrativas.

O caso segue em fase de apuração por parte da polícia e da Justiça Eleitoral, que buscam, entre outros objetivos, formalizar um inquérito para responsabilizar o autor. Eleitores que testemunharem irregularidades no processo de votação podem registrar denúncias pelo aplicativo Pardal, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral, ou entrar em contato com a Polícia Militar pelo telefone 190.