Petrobras confirma presença de petróleo no primeiro poço, mas volume ainda precisa ser definido

Posted by

–


Sonda de perfuração em operação no bloco FZA-M-59 (Foto: Instagram)

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, anunciou na sexta-feira (02) a descoberta de óleo no primeiro poço perfurado no bloco FZA-M-59, situado em águas ultraprofundas na costa do Amapá. Ela destacou que o resultado é fruto de uma longa mobilização interna da estatal para viabilizar o projeto, incluindo a obtenção de licenças ambientais e a intensa preparação das equipes diante de um cenário operacional extremamente complexo. “Em um primeiro poço, em uma área desafiadora como essa, é emocionante. Não é simples conseguir um resultado operacional tão positivo”, afirmou em entrevista na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas

A Petrobras confirmou que o poço Morpho, perfurado em lâmina d’água de 2.886 metros, apresentou um intervalo portador de petróleo. Do ponto de vista geológico, a companhia comprovou que havia geração de óleo na área, mas ressalta que ainda não é possível estimar o volume comercial disponível. Segundo Anjos, somente com a conclusão de novas perfurações será possível delimitar o tamanho e a produtividade do reservatório, etapa essencial para avaliar a viabilidade econômica da descoberta.

++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina

Em detalhamento sobre os próximos passos, Sylvia Anjos explicou que o teste de sistema petrolífero ocorreu de forma satisfatória, mas que a confirmação do volume só virá com os poços de delimitação. Ela ressaltou a importância de obter dados quantitativos sobre pressão, porosidade e permeabilidade da rocha, parâmetros fundamentais para determinar a escala da reserva e o potencial de produção em caso de aprovação comercial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a perfuração de mais três poços de delimitação será decisiva para verificar a extensão do reservatório ou definir seus limites. Se algum dos furos resultar seco, ficará claro até onde o acumulado se estende; se confirmarem óleo, a área de extração poderá ser ampliada. Esses cenários ajudarão a estatal a decidir se a descoberta atinge escala suficiente para ser considerada comercialmente viável.

“Quando perfurar, posso ter duas respostas. Um poço confirma e amplia o reservatório, ou ele sai seco e revela o limite do acumulado. É como descobrir se estou com o Maracanã ou com o Maracanãzinho. Se for o Maracanã, posso declarar comercialidade”, comparou Chambriard, destacando o caráter estratégico de uma definição clara para os investimentos futuros.