
Rota sob ordem judicial para apresentar imagens de abordagem ligada ao atentado contra o tenente Pimentel (Foto: Instagram)
A Justiça determinou que a Rota apresente imagens das câmeras corporais, gravações das viaturas e dados de GPS relativos a uma operação ligada a um dos réus acusado pelo atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. A decisão atende a um pedido de Carlos Roberto Ferreira, que afirma ter sofrido agressões e tortura durante a abordagem policial.
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A defesa de Carlos também contestou a forma de entrada dos agentes no imóvel onde ocorreu sua prisão, alegando que declarações atribuídas ao acusado teriam sido obtidas por meio de tortura e autoincriminação forçada, sem respeito aos seus direitos fundamentais.
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O Comando-Geral da Polícia Militar e o 1º Batalhão de Choque, responsável pela Rota, têm prazo de 15 dias para entregar, sem cortes, as filmagens registradas pelas câmeras portáteis e pelas viaturas envolvidas na diligência, além dos registros de GPS dos veículos utilizados. A Corregedoria da PM possui o mesmo prazo para remeter informações e cópias de procedimentos internos e sindicâncias sobre possíveis abusos.
Apesar do pedido da defesa para declarar ilícitas as provas obtidas contra Carlos, o juiz decidiu que as circunstâncias serão esclarecidas durante o processo, com análise detalhada das evidências e depoimentos de testemunhas e agentes públicos.
A investigação também abrangerá o celular apreendido com Carlos Roberto Ferreira. O Instituto de Criminalística da Polícia Civil terá 20 dias para fornecer os dados brutos da extração forense do aparelho, os logs de auditoria e o código hash original, usado para verificar a integridade do material, diante da suspeita de acesso indevido antes da autorização judicial.
Em setembro, seis pessoas foram denunciadas pelo atentado contra o tenente Pimentel e tiveram as prisões preventivas mantidas. Entre os acusados estão Carlos Roberto Ferreira, Luis Altino da Silva, Luiz Henrique de Oliveira Nascimento e Marcos Vinicius Dias Machado. Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, e Jeovane Junior da Silva, apontados como atirador e escolta na fuga, permaneciam foragidos até a publicação da decisão.
O ataque ocorreu em 27 de junho, quando o tenente foi atingido na cabeça na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Conforme a denúncia, o atentado teria sido precedido por semanas de monitoramento da rotina do policial, com divisão de tarefas e uso de veículos. A motivação do crime ainda não foi divulgada pelas polícias Civil ou Militar. As imagens e registros solicitados serão analisados para apurar a dinâmica da abordagem e as alegações da defesa. O tenente Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, morta em 2008 após ser mantida refém por seu ex-namorado, Lindemberg Alves, condenado inicialmente a quase 98 anos, reduzidos posteriormente para 39 anos e 3 meses de prisão.






