
Presidente do Flamengo pede revisão de norma sobre apostas (Foto: Instagram)
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, conhecido como Bap, expressou preocupação em relação à Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil. Segundo ele, o clube pode sofrer um impacto financeiro de até R$ 430 milhões, caso a norma entre em vigor sem alterações, comprometendo receitas previstas para diversas modalidades do clube.
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Durante participação no “Mengo Cast”, programa oficial do Flamengo, no dia 28, Bap defendeu que a decisão seja revisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou rejeitada pelo Congresso Nacional. Ele ressaltou que essas instituições possuem os meios para interromper a aplicação imediata da medida.
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Para o dirigente, a discussão vai além do apoio às casas de apostas: trata-se de respeitar o processo legislativo adequado. “Não é simplesmente defender o jogo, mas manter o princípio democrático de que as leis sejam aprovadas pelo Congresso Nacional, com todas as discussões e análises necessárias”, afirmou Landim.
Em entrevista à CNN Brasil, antes do anúncio oficial da MP, Bap projetou perdas imediatas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões em receitas para 2024. Ele alertou que, sem um período de transição e preparativos prévios, seria “absolutamente impossível estancar essa sangria” financeira que atingiria não apenas o futebol, mas também as equipes de esportes olímpicos do clube.
O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado, ingressou com um pedido para que a proibição das apostas só comece a valer em 31 de dezembro. No requerimento, ele enfatiza a necessidade de segurança jurídica e sugere que a medida teria um caráter “eleitoreiro”, defendendo prazo mais elástico para adaptação dos envolvidos.
Atualmente, as propagandas e patrocínios de casas de apostas e cassinos online devem ser retirados até 5 de outubro, às 23h59 (horário de Brasília). Os apostadores também terão até esse mesmo prazo para sacar seus saldos nas plataformas de jogo. “Se for tomada alguma decisão relevante, que seja escalonada, com regulamentação gradual e não de forma abrupta, evitando insegurança e desconforto aos clubes de futebol do Brasil”, concluiu Bap.






