Uma mudança nas regras das apostas online colocou R$ 1,7 bilhão no centro das atenções. Segundo estimativa da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, cerca de 22,9 milhões de apostadores possuem saldo nas bets que foram proibidas de funcionar após a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25).
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Com a medida, novos aportes nas plataformas estão proibidos. Quem ainda possui dinheiro nas contas das casas de apostas tem até 5 de outubro para fazer a retirada voluntariamente. Depois disso, entre os dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores que permanecerem nas contas, identificados pelo CPF. As instituições financeiras terão até 14 de outubro para realizar as devoluções.
Os sites e aplicativos das bets que haviam sido autorizadas pelo Ministério da Fazenda também têm data para sair do ar: 6 de outubro. Enquanto isso, o setor tenta reagir à decisão. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a proibição.
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Como a medida provisória precisa ser analisada pelo Congresso para continuar produzindo efeitos, representantes das empresas também pretendem atuar junto a deputados e senadores, em uma movimentação que deve ganhar força depois das eleições. A situação chama atenção porque a regulamentação das apostas online havia sido sancionada pelo próprio governo Lula em 2023, antes da nova mudança anunciada em setembro de 2026.














