Um em cada sete jovens de 10 a 19 anos apresenta algum transtorno mental no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) citados pela matéria. Ansiedade, depressão e transtornos comportamentais estão entre os problemas que mais afetam essa faixa etária. O alerta, porém, vai além do desempenho escolar: uma criança pode ter boas notas, obedecer às regras e ainda enfrentar dificuldades que não aparecem no boletim.
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Um dos pontos destacados é a sensação de pertencimento dentro da escola. Recreio, formação de duplas, escolha dos times na Educação Física e até o lugar onde o aluno costuma sentar podem revelar situações que passam despercebidas pelos adultos. Ser escolhido por último uma vez não significa necessariamente um problema, mas viver repetidamente experiências de exclusão pode se tornar um sinal importante. A chamada conexão escolar, quando o jovem sente que é valorizado e que pertence àquele ambiente, está associada a melhores indicadores de saúde mental.
A exclusão também nem sempre aparece na forma de bullying explícito. Em alguns casos, ela acontece de maneira silenciosa, quando ninguém chama determinado aluno para brincar, formar uma dupla ou participar de uma atividade. A matéria também chama atenção para crianças mais quietas, que não costumam causar problemas e podem acabar ficando invisíveis justamente porque apresentam bom comportamento e desempenho acadêmico.
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Por isso, a relação entre família e escola pode ir além das tradicionais perguntas sobre notas, tarefas e comportamento. Observar como o jovem se relaciona com os colegas, se encontra espaço no grupo e como reage às experiências de rejeição pode ajudar a perceber situações que o boletim não registra. A saúde mental também passa pelos vínculos e pela maneira como crianças e adolescentes vivenciam o ambiente escolar.














