
Pirarucu recorde de 2,46 m e 137,9 kg é capturado na Reserva Rio Cautário (RO) (Foto: Instagram)
Um exemplar de pirarucu com 2,46 metros de comprimento e 137,9 quilos foi retirado na última quarta-feira (23) da Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques (RO). Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), trata-se do maior registro dessa espécie em uma Unidade de Conservação de Rondônia, que surpreendeu pelos tamanhos excepcionais alcançados pelo peixe.
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A Sedam classifica o pirarucu como espécie invasora na bacia do Rio Cautário, dentro da área protegida. Por isso, a captura faz parte de um programa de manejo ambiental focado no controle e na erradicação desse peixe. A iniciativa é coordenada pela própria Sedam em conjunto com a associação de extrativistas que atua na região.
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Os recursos obtidos com a comercialização do pirarucu são destinados aos manejadores que participam das operações. Após a limpeza e o processo inicial de preparo, o pescado é vendido a um frigorífico parceiro, e o montante arrecadado é rateado entre todos os extrativistas envolvidos no projeto.
De acordo com a Sedam, em 2025 cada integrante recebeu, em média, R$ 5 mil pela atividade. Esse valor serviu como incentivo para manter a adesão ao projeto e reforçar o papel comunitário na proteção da reserva, garantindo renda adicional para famílias que dependem dos recursos naturais.
Os extrativistas assumem responsabilidades em todas as etapas: capturam o pirarucu em pontos estratégicos, realizam a depuração dos peixes e asseguram a qualidade do produto antes da venda. Esse trabalho conjunto eleva o valor agregado do pescado e fortalece a organização local.
Após o preparo inicial, cabem ao frigorífico parceiro o fornecimento das câmaras frias para conservação, metade do gelo necessário para transporte e a logística de envio do pescado aos canais de distribuição. Essa estrutura facilita o escoamento e garante que o produto chegue em boas condições aos compradores.
A ação reforça a importância de programas de manejo de espécies invasoras para a conservação dos ecossistemas em Rondônia e demonstra como práticas sustentáveis podem gerar benefícios socioeconômicos para as comunidades tradicionais, ao mesmo tempo em que protegem a biodiversidade.






