
Choque de energia deve ser tratado como inflação persistente, diz presidente do Fed de Chicago (Foto: Instagram)
O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que o choque de energia que os Estados Unidos enfrentam atualmente deve ser tratado como um fator de inflação persistente, e não como uma perturbação temporária que vá se dissipar sozinha em curto prazo. Ele sugeriu que o banco central norte-americano adote uma postura conservadora desde o início, assumindo que o impacto nos preços será prolongado e significativo para a economia.
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Em entrevista ao podcast Economics, Applied, divulgada nesta quarta-feira, Goolsbee lembrou que grandes choques de oferta anteriores tiveram efeitos inflacionários prolongados. “Foi isso que vimos na covid-19 e com as tarifas. Pode ser o que está acontecendo agora com o petróleo”, disse ele, destacando a necessidade de atenção redobrada a esses movimentos de preço, que podem se estender além do esperado.
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Goolsbee enfatizou que, em situações de choques negativos de oferta, o ideal é partir do pressuposto de que a inflação permanecerá elevada por um período mais longo. Assim, segundo ele, evita-se a surpresa de ver os índices de preços subirem de forma inesperada e se torna possível calibrar a política monetária de maneira proativa.
Segundo o dirigente, muitos dos choques inflacionários observados no passado não se revelaram tão intensos por tanto tempo, mas as atuais oscilações no mercado de energia podem marcar uma tendência crescente de frequência e intensidade desses eventos. Para ele, trata-se de um padrão que exige mais vigilância dos formuladores de política.
A avaliação de Goolsbee reforça discussões internas no Fed sobre o ritmo de aumentos de juros e a importância de manter uma margem de segurança para conter possíveis pressões de preços. Ele concluiu afirmando que “é melhor termos cuidado”, sugerindo que a autoridade monetária precisa estar preparada para reagir caso o choque energético continue alimentando a inflação.






